Lugares para estacionamento escasseiam em Gualtar PDF Imprimir e-mail

Obras na variante sul dificultam acesso dos estudantes à UM

Nos últimos tempos, a zona circundante ao campus de Gualtar da Universidade do Minho (UM) tem-se caracterizado pelo estacionamento selvagem, devido aos poucos lugares disponíveis para o fazer. Carros em cima de passeios, estacionados em segunda fila e/ou em espaços verdes são o cenário mais frequente. Para além disto, as obras que estão a decorrer na Variante Sul engrossam o rol de queixas. O ComUM foi à rua tentar perceber o que os estudantes acham destas situações.

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Estacionamento ordeiro e legal, uma raridade nos arredores da UM. Foto: Rui Passos Rocha 

“O estacionamento é caótico, mas é caótico dentro do possível porque as pessoas não estacionam mal porque querem”, refere Joana Fernandes, aluna do 5º ano de Psicologia. Para aquela estudante “não há condições ou meios físicos para estacionar” e isso leva a que as pessoas estacionem “no jardim” adjacente ao Centro de Psiquiatria.

A futura psicóloga acha ainda que a solução para o problema do estacionamento deve passar pela aposta nos transportes públicos. “Horários mais frequentes, mais pontuais, até horas mais tardias, bem como a redução dos preços dos transportes públicos facilitariam o acesso aqui à Universidade.” A estudante lamenta ainda que muitas vezes seja “mais rápido vir a pé do centro do que vir de autocarro”.  

O funcionário do Centro de Psiquiatria do Hospital de S. Marcos, Luís Filipe, reclama que “falta um parque de estacionamento”, porém reconhece que terão de ser as “instituições próprias” a tratar disso. O empregado da instituição psiquiátrica sublinha a necessidade urgente de criar um local apropriado para estacionamento, pois o relvado em que os alunos estacionam “já merece” ser renovado.

Falta de bom-senso é uma das causas, acusa vereador

Para o vereador de Trânsito da Câmara Municipal de Braga (CMB), Carlos Malaínho, a explicação é simples: “Os espaços que lá estão são os mesmos, os automóveis é que têm aumentado”. No entender do responsável, os problemas de estacionamento são potenciados por alguma falta de bom-senso por parte dos alunos, uma vez que “há estudantes que moram a 200 metros da universidade, e que ainda assim vão de carro” para o campus.

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Parques como este são apontados como necessários pelos estudantes. Foto: Bruno Simões 

“Têm sido rebocadas muitas viaturas, sobretudo junto ao hospital [psiquiátrico]”, acrescenta Malaínho. De acordo com o vereador, “é o próprio hospital que alerta as autoridades, quando não conseguem entrar ou sair com as suas viaturas”. Quando a Polícia Municipal chega, o procedimento é quase sempre o mesmo: ou multa, ou reboca. “Os estudantes são multados e muitos carros são rebocados”, esclarece o responsável, que ironiza com o facto de “aparecerem muitos estudantes com noventa euros [de multa] para pagar”.

Obras na variante terminam em Dezembro

A repavimentação dos três quilómetros da denominada Variante Sul de Braga é outro dos assuntos que tem motivado descontentamento por parte dos estudantes da UM. Todas as manhãs e finais de tarde sucedem-se as filas naquela artéria da cidade.

A obra de reabilitação só foi projectada depois da elaboração de um estudo do Departamento de Engenharia Civil da UM, em colaboração com a CMB. A Direcção Municipal de Obras e Serviços Urbanos de Braga (DMOSUB) aponta a melhor drenagem de águas pluviais, a diminuição dos níveis de ruído e o aumento da durabilidade e aderência dos pneumáticos como os principais benefícios da intervenção.

Apesar dos inconvenientes provocados pelas obras, o estudante do 3º ano de Relações Internacionais, Pedro Marques, é da opinião de que “qualquer intervenção que seja para melhorar é sempre necessária”. O problema é que “foi feita num mau período temporal”.

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A Variante Sul de Braga. Foto: Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados 

Intervenção feita na altura errada

O estudante apontou a estação do Verão como o melhor momento para realizar a empreitada “visto que é esta a altura com menor afluência de trânsito à cidade de Braga”. Relativamente aos percursos alternativos, o estudante minhoto referiu ainda que estes “não são os mais apropriados. Venho todos os dias de Famalicão e tenho que fazer mais quatro ou cinco quilómetros para chegar à universidade”, realçou.

O vereador Carlos Malaínho também comentou este tema com o ComUM. De facto, o responsável admite que as obras deviam ter sido iniciadas no Verão. Porém, a reclamação de um dos candidatos à empreitada levou ao atraso da obra. Malaínho explicou ainda que a demora se deve também ao facto de se tratar de uma remodelação “de estruturas de execução bastantes complexa”, justificando a envergadura da intervenção: “É uma obra de fundo quer na parte da estrutura, quer na parte da drenagem”.

“Agora [as obras] estão a decorrer muito bem. Têm estado a decorrer dentro dos prazos”, adiantou o vereador. “Estamos convictos que a 19 ou 20 de Dezembro a obra estará pronta”, concluiu.

Até lá, a DMOSUB sugere “a chamada variante da encosta, a Estrada Municipal 588 (Nogueira), a Estrada Nacional 101 (Braga/Guimarães) e a Circular Norte”, como as melhores alternativas para fugir ao trânsito provocado pelas obras.

17/11/07
Bruno Simões e Carlos Daniel Rego





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