Por volta das 23h chegaram, de comboio, os figurantes que integraram o desfile alusivo à morte e ao Velório da Gata, que se dirigiram até ao Largo do Paço contestando, entre rimas e cantorias, a situação atual do país.
Durante o Velório, foi distribuída a edição de 2012 do Testamento da Gata, subordinado ao tema "A Gata Borralheira!". Neste testamento estão expostas várias críticas a orgãos e personalidades da comunidade académica e da sociedade bracarense. As decisões políticas e económicas a nível nacional são também alvo de críticas nesta que é uma publicação que analisa os acontecimentos mais polémicos que marcaram o último ano.
Uma vez terminado o Velório, deu-se início às Serenatas cantadas pelo Grupo de Fados e Serenatas da Universidade do Minho. Este é um momento que, apesar de fazer parte das tradições académicas, "não é vivido com o verdadeiro sentido", tal como afirma Carla Rebelo, aluna da Universidade do Minho. A estudante tem receio que a tradição esmoreça pela falta de divulgação do significado da tradição. "A Universidade e Associação Académica poderiam trabalhar o porquê da tradição, para que as pessoas a levem mais a sério", explicou a estudante.
As Serenatas são também um momento importante para muitos alunos que escolhem este dia para traçar a capa pela primeira vez. Rita Baptista, que frequenta o 2º ano de Ciências da Comunicação, destaca a importância deste momento para os jovens que respeitam a tradição da praxe. "Foi um momento especial para mim pois o meu padrinho traçou-me a capa pela primeira vez", comentou.
Estas atividades académicas contaram com uma grande participação, não só dos estudantes da academia, mas também da restante população que mostrou o seu apreço por estas tradições.
Amélia Fernandes
Emanuel Boavista