Não indiferente aos casos de insegurança que têm ocorrido na cidade, mais especificamente junto ao campus da Universidade do Minho (UM), a Câmara Municipal de Braga admite que esta política de contenção de custos pode levar a mais casos do mesmo género nalgumas zonas. No entanto, até ao momento, não foi proposta nenhuma alternativa ou forma de contrariar o problema.
Alexandre Vale, estudante e residente em S. Victor e já reparou "há algum tempo" que as ruas estão iluminadas durante menos tempo. Na sua opinião, "tendo em conta os riscos que a população de Braga corre à noite, por causa dos assaltos, esta medida acaba por ser muito perigosa. Os assaltos vão tender a aumentar, bem como a violência dos mesmos".
Também Telma Perellon já deu conta que "a iluminação das ruas tem vindo a diminuir em horários noturnos". Segundo a estudante de 19 anos, que habita junto à UM, "por volta da 1h da manhã, muitas ruas de passagem estão completamente escuras".
Ambos os cidadãos compreendem a necessidade de haver redução de custos no município, mas nenhum deles concorda que essa poupança deva ser feita na iluminação das ruas. Para além disso, tanto Alexandre como Telma admitem sentirem-se inseguros nas ruas da sua cidade. "É muito constrangedor estar a vir para casa e ter de estar atento a cada canto, a ver quem vem. Então com os cortes da iluminação, pior ainda", lamenta Alexandre. Por seu lado, Telma, diz sentir-se "muito insegura". Trabalhando à noite, a estudante confessa que "não é fácil caminhar cerca de 15 minutos sozinha e às escuras". A aluna de Sociologia afirma já ter sido assaltada e não ter conseguido ver quem era "devido à falta de luz".