Deixar de andar tanto até ao metro ou comboio. Passar menos tempo à chuva e ao frio à espera do autocarro. Fazer novos amigos. São estes os objetivos centrais de um projeto de boleias criado pelos estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Partilhar o carro e as despesas do combustível permite, assim, economizar mais durante o mês.

O Facebook é a ferramenta utilizada pelos alunos para manterem contato e combinarem quem leva carro, assim como a hora de saída de determinado local. Para tal, foi criado um grupo secreto nesta rede social, onde são adicionados os estudantes que pretendem participar nessa experiência.

E se os estudantes da Universidade do Minho também criassem um projeto de ‘troca de boleias’? O ComUM foi para a rua perceber a opinião dos alunos da academia minhota. Além de todos os inquiridos considerarem que era uma forma de pouparem mais dinheiro, reconhecem que também iria influenciar na socialização entre os estudantes. “Era uma forma de poupar economicamente e, para além disso, íamos todos juntos a conviver e a conhecer-nos”, confessou Ana Tinoco, de 21 anos, que frequenta o mestrado em Biofísica e Bionanossistemas.

 

António Pedro, 19 anos, Engenharia Biomédica:

“Há pessoas que moram longe e aos fins-de-semana para irem de autocarro fica muito caro. Por isso, dividir as despesas do combustível era mais rentável. E sempre se vai acompanhado, dando, assim, para socializar e conhecer mais pessoas. Acho que era uma boa ideia existir um projeto desses, não só pela companhia, mas sim porque se poluía menos”.

 

Ana Catarina Tinoco, 21 anos, mestrado em Biofísica e Bionanossistemas:

“A crise é uma realidade e já não temos dinheiro para nada e, por isso, trazia várias vantagens para os estudantes. Era uma forma de poupar economicamente e, para além disso, íamos todos juntos a conviver e a conhecer-nos. Um projeto desses ia permitir, também, uma maior facilidade em chegar a casa ou à universidade”.

 

Flávia Oliveira, 21 anos, mestrado em História:

“Há constantemente autocarros daqui para Guimarães, mas para outros sítios não há e, portanto, como nem todos os estudantes são de Braga, mas, por exemplo, de terras perto do Porto, era muito interessante existir um projeto de boleias. Desde que seja algo organizado e, obviamente, fiável, visto que podem, por vezes, surgir problemas”.

 

Vera Ferreira, 19 anos, Ciências da Comunicação:

” Ir de comboio para alguns sítios é algo complicado. Se houvesse a partilha de boleias entre estudantes era muito bom. Para não falar do dinheiro que se ia poupar em viagens”.

 

André Pereira, 20 anos, Economia:

“Os estudantes, atualmente, têm muitas despesas em propinas: no aluguer de quarto, nas contas para pagar, por isso se houvesse a oportunidade de se poupar nas viagens era muito bom. E, além disso, é uma forma de se conhecer mais pessoas e socializar. Eu alinhava nesse projeto”.

Joana Delgado
Marta Guimarães