Movimento AGIR prepara candidatura à AAUM
O movimento AGIR prepara-se para avançar com uma lista candidata à Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Depois das críticas aos efeitos da austeridade na academia minhota e à atuação da AAUM na defesa dos interesses estudantis, o movimento de intervenção estudantil da Universidade do Minho (UM) – movimento AGIR – convida todos os estudantes insatisfeitos com o trabalho da AAUM a integrar uma lista alternativa.
Em entrevista ao ComUM, Pedro Costa, aluno do 1º ano de Ciências da Comunicação e um dos responsáveis pelo movimento, explicou os motivos desta iniciativa: “O que levou à formação deste grupo foi a necessidade da existência de um movimento apartidário na UM que conteste o governo a que estamos submetidos e que defenda os estudantes”.
De acordo com Pedro Costa, este movimento tem como objetivo “dinamizar a luta estudantil, criar espaços de discussão, entre outras atividades que fomentem o espírito crítico dos estudantes, que não tem sido estimulado pelas sucessivas direções da AAUM”.
Quanto às críticas dirigidas à lista vigente na AAUM, Pedro Costa afirmou: “A Associação Académica não nos representa no que toca à defesa dos direitos dos estudantes, nem se envolve nas questões fundamentais para os estudantes, como por exemplo as ‘quintas-feiras negras’, o que não permite aos estudantes demonstrarem os seus protestos às atuais políticas”.
Em resposta às críticas apresentadas pelo movimento, o presidente da AAUM, Carlos Videira, defende-se, afirmando que “o movimento AGIR não está a ser sério, nem coerente nas suas acusações”, visto que a AAUM tem convocado os estudantes a participar nas reuniões que tem realizado, no sentido de “apresentar e discutir as ações locais”, referentes às ‘quintas-feiras negras no Ensino Superior’.
“Foram definidos momentos simbólicos de manifestação e sensibilização para as reivindicações dos estudantes na Corrida Social, nomeadamente no dia 12 de outubro, em Guimarães, e no Campus de Gualtar e na Avenida Central, em Braga, no dia 17 de outubro”, esclareceu o presidente.
Carlos Videira argumentou ainda que a AAUM tem obtido “um balanço positivo”, lembrando a “sugestão das alterações ao Regulamento de Atribuição de Bolsas, feita pelo Provedor de Justiça ao governo”, na sequência da queixa apresentada pela AAUM, bem como os “importantes compromissos assumidos pelo Ministério da Educação, tendo em vista a apresentação até ao final do ano civil de um programa de combate ao abandono escolar, de deteção precoce de dificuldades e apoio a reingressos de alunos que tenham deixado o Ensino Superior sem concluir os seus cursos”.
Com as eleições marcadas para dia 3 de dezembro, Carlos Videira já anunciou a sua recandidatura à presidência da AAUM. Luís Masquete, estudante do 2º ano do curso de Línguas Aplicadas, é quem vai liderar a lista preparada pelo movimento AGIR.
Nelma Pinto
Miguel Faria


