Escola de Direito comemora 20º aniversário com “Direito na Lusofonia”
Entre os dias 20 a 22 de fevereiro a Escola de Direito comemorou o seu 20º aniversário com um congresso internacional subordinado ao tema “Direito na Lusofonia”, onde foram abordadas diversas questões jurídicas do direito nos países lusófonos, com destaque para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Este congresso teve como objetivo principal “não só comemorar os 20 anos da Escola de Direito, mas também trazer pessoas de vários países da Lusofonia para discutir temas do Direito que dizem respeito a estes países, e que portanto interessam a todos”, afirmou o presidente da Escola de Direito, Mário Monte.
Para além da relevância desta conferência para os alunos, que lhes possibilita conhecer novas realidades e novos mercados de trabalho, uma das oradoras e também professora auxiliar da Escola de Direito, Anabela Gonçalves, destacou também a importância deste congresso para os oradores. “Conhecemos colegas de outros países, estabelecemos cooperações e estabelecemos projetos de investigação”, referiu a oradora.
A conferência “Direito na Lusofonia” apostou ainda na diversificação de temas nos seus painéis ligando o direito e a justiça com a cultura, a língua, a economia, a globalização e a segurança. Segundo Anabela Gonçalves pretendeu-se criar, assim, um programa que “abrangesse o maior número de áreas possíveis”, sendo isso “excelente porque o público pode escolher sempre aquela sessão que fala do tema que prefere”.
A importância da relação portuguesa com os países lusófonos em termos pedagógicos e científicos e o intercâmbio cultural entre Portugal e os PALOP foram questões realçadas pelo presidente da Escola de Direito. As mesmas ideias foram desenvolvidas por Anabela Gonçalves que afirmou: “O direito português acabou por ter uma grande influência na matriz dos próprios países lusófonos e no seu desenvolvimento”, acrescentando que, neste momento, esta influência transformou-se numa espécie de diálogo, que possibilita a troca de experiências.
“Os alunos estão motivados e os oradores que vieram de outros países estão a gostar muito”, foi este o balanço feito por Mário Monte. O presidente da Escola de Direito confirmou ainda a intenção de organizarem uma vez por ano um congresso desta natureza e com esta dimensão.
Para Marta Mendes, aluna do 4º ano de Direito, esta conferência serviu para aprender que existem diversos caminhos da área que não domina com a licenciatura e, por isso, estes são boas opções para uma pós-graduação. “Estas iniciativas são muito importantes e são de valorizar. Toda a equipa que está envolvida está de parabéns”, destacou a estudante.
Inês Mendes
Rita Baptista



