O Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, Carlos Videira, e a Papa, Maria Canelas,  representante máxima da praxe, admitiram, em declarações ao comUM, que as festividades praxísticas e académicas, previstas para o mês de maio, estão comprometidas. As duas entidades irão avaliar as condições para a realização da tradicional semana académica. Esta é uma decisão que surge depois do acidente que causou, ontem à tarde, três mortes, junto ao campus de Gualtar, em Braga.

Neste momento, a AAUM e o Cabido de Cardeais estão empenhados no apoio aos familiares e colegas das vítimas, lamentando o trágico incidente. A Papa da Academia Minhota criticou a falta de sinalização de perigo junto à estrutura que causou o acidente. “Aquele muro estava numa zona pública, onde circulam muitas pessoas, e sem sinalização, logo ninguém podia prever aquilo que aconteceu”, afirmou Maria Canelas.

O presidente da AAUM e a Papa delegam, agora, a apuração das causas da ocorrência às entidades competentes, que já abriram um inquérito de avaliação.”Vamos esperar para saber se há culpados e quem são esses culpados”, adiantou Maria Canelas.

O trágico acidente, que tirou a vida a três jovens estudantes da UM, aconteceu a duas semanas do “Enterro da Gata”. O cartaz desta semana festiva foi revelado ontem à tarde, ficando a sua realização, assim, comprometida.

Entretanto, multiplicam-se as homenagens aos jovens falecidos, junto ao local do acidente, que está já coberto com peças de vestuário e elementos académicos alusivos aos vários cursos da instituição minhota.