António Cunha, reitor da Universidade do Minho, relembrou a proibição de actividades praxísticas nos campi da instituição, recusando atribuir, para já, as causas do acidente, que causou, ontem à tarde, três vítimas mortais, a um episódio de praxe. Em conferência de imprensa, esta manhã, António Cunha afirmou que a reitoria não se vai associar a próximas festividades académicas, como o Enterro da Gata, que ficará à responsabilidade da Associação Académica da Universidade do Minho.

Está em curso um inquérito para apurar as causas do incidente, que vitimou mortalmente três estudantes da Licenciatura em Engenharia Informática da UM, na sequência da derrocada de um muro, numa rua junto ao campus de Gualtar, em Braga. Desta ocorrência resultaram ainda quatro feridos, um em estado grave e três ligeiros. Os peritos de Engenharia Civil da Universidade do Minho estão a avaliar o local do acidente.

António Cunha elogiou a atuação das equipas de socorro e agradeceu a intervenção dos profissionais da Escola de Psicologia, que têm prestado apoio aos colegas e familiares das vítimas.

Não está prevista, segundo o reitor, a suspensão das atividades letivas. No entanto, os estudantes da Licenciatura em Engenharia Informática, o curso das vítimas, foram dispensados das aulas durante o dia de hoje.

Homenagens às vítimas

Estudantes da Academia Minhota prestam esta manhã homenagens aos três colegas falecidos, no local onde ocorreu a queda. O perímetro de segurança, instalado ontem à tarde, continua montado, e repleto de elementos alusivos aos vários cursos da universidade. Para esta tarde estão, ainda, previstos mais momentos de homenagem.

Durante a manhã foram vários os populares que quiserem conhecer de perto o local da tragédia.

 

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Cátia Ferraz
Raquel Martins