No último dia das XVII Jornadas da Comunicação, organizadas pelo GACCUM, esteve em discussão a “ Liberdade na Música”. O painel contou com a presença de Rui Torrinha, programador cultural no centro cultural de Vila Flor, Nuno Abreu, músico na banda Long Way to Alaska, e Duarte Araújo, músico e produtor na Empresa Meifumado.

Os oradores convidados foram desafiados a procurar respostas para a questão “o que é a liberdade na música?”. Instigado pelo tema, Nuno Abreu afirmou que, ao nível da composição e produção musical, tem todas as liberdades para ser fiel a si mesmo. Enquanto músico, Duarte Araújo revelou que toca de “improviso”, e é por aqui que passa a sua liberdade. Mas, enquanto produtor, explicou que a sua empresa desvaloriza a “precaução”, o que proporciona um trabalho mais livre. Em contraste com a opinião destes dois oradores, Rui Torrinha considera que “os programadores não fazem o que querem”, uma vez que estão condicionados pelos contextos e pelos públicos aos quais se dirigem, factores que limitam a liberdade musical.

A censura musical do século XXI foi um dos temas que suscitou maior discussão. Quanto a isto, os convidados chamaram a atenção para o facto de muitos videoclips e músicas surgirem como meras estratégia de comunicação, reforçadas por acções de marketing.

Os oradores concordaram, ainda, que o reconhecimento dos artistas de hoje em dia está muito dependente d trabalho dos seus agentes, e pela forma com usam a sua liberdade musical.

Daniela Soares