Em breve, deixarão de existir toalhetes de papel nas cantinas da Universidade do Minho. As refeições passarão a circular apenas nos tabuleiros, sem os habituais toalhetes. Esta é uma das muitas medidas de sustentabilidade ambiental implementadas pelos Serviços de Acção Social da UM (SASUM), com o objectivo de preservar os recursos e reduzir os resíduos e desperdícios, gerados diariamente nos espaços de alimentação da instituição.

Esta medida não comporta nenhum risco de higiene para os utentes das cantinas, uma vez que os “tabuleiros passam pelo mesmo processo de desinfeção de pratos, portanto, em rigor, os alunos podiam comer directamente no tabuleiro”, esclarece Celeste Pereira, responsável pelo Departamento Alimentar da Universidade do Minho.

Esta decisão surge depois da redução do número de guardanapos distribuídos nas cantinas. Os SASUM verificaram, nos últimos tempos, que a maioria dos utentes não usava o segundo guardanapo disponibilizado. O kit dos talheres passou, então, a ter apenas um guardanapo e não dois.

Estudantes minhotos já revelam “Menos Olhos do que Barriga”

O problema da produção de resíduos desnecessários tem motivado outras ações. Sob o lema “Menos Olhos do que Barriga”, um grupo de alunos de Ciências da Comunicação tem vindo a promover um movimento de sensibilização contra o desperdício alimentar.

No Ano Europeu Contra o Desperdício Alimentar, os promotores da iniciativa pretendem   alertar os alunos para a necessidade de levarem no tabuleiro apenas os alimentos que vão comer. Uma luta contra as quatro toneladas de alimentos desperdiçados anualmente nas cantinas da UM.

O movimento “Menos Olhos do que Barriga” ficou conhecido pela ação das patrulhas. Formadas pelo grupo promotor e por alunos voluntários, estas patrulhas abordam os estudantes, durante o momento de almoço, nas cantinas da UM, sensibilizando-os para a questão do desperdício alimentar. Os estudantes que deixam os tabuleiros livres de resíduos são premiados com um pin do movimento.

O grupo faz um balanço positivo desta iniciativa e mostra-se satisfeito com a adesão dos estudantes. “Desde o primeiro momento que as pessoas se mostraram interessadas no assunto e ficaram sensibilizadas. Por exemplo, nas últimas patrulhas abordamos pessoas com as quais já tínhamos falado e elas disseram que tinham mudado os seus hábitos”, revela Cláudia Barros, uma das alunas responsáveis pela iniciativa.

Até ao dia 30 de Abril, todos os estudante da UMinho podem dar provas da sua luta contra o desperdício alimentar, participando num concurso do movimento. Para isso, basta enviar uma fotografia ou vídeo, usando a página oficial do movimento no facebook: https://www.facebook.com/MenosOlhosDoQueBarriga?fref=ts.

SASUM apostam no desenvolvimento sustentável

Assente em três vectores estratégicos – segurança alimentar, equilíbrio nutricional e sustentabilidade ambiental -, os SAUM têm em curso outras medidas de desenvolvimento sustentável, tais como: reciclagem de resíduos e de óleos alimentares usados nas cantinas, instalação de torneiras com temporizadores, boas práticas de recursos eléctricos e de gás, e utilização de alimentos de produção integrada, como o arroz.

“Algumas pessoas mais cépticas podem confundir estas medidas de sustentabilidade ambiental com medidas de redução de custos, mas não é esse o nosso objectivo. Aquilo que pretendemos é ter uma comunidade académica informada, participativa e responsável”,  esclarece a responsável pelo Departamento Alimentar, Celeste Pereira.