Decorreram esta sexta-feira as eleições para a presidência da JSD Regional de Braga, de onde saiu vencedora a lista encabeçada por Miguel Peixoto. Esta atividade partidária mobilizou vários estudantes da Universidade do Minho, quer como eleitores, quer como membros integrantes das listas em votação.

Tiago Laranjeiro, estudante de Economia da UMinho, era o líder da lista derrotada. Em entrevista ao ComUM, o jovem demonstrou o seu interesse pela “vida pública” e reforçou que, ao integrar a JSD, a sua expetativa era “poder participar” e “ter uma voz ativa” nas atividades sociais. Para o estudante, a participação em atividades político-partidárias oferece “um conjunto de ferramentas que podem ser muito úteis no mercado de trabalho”. Ainda assim, Tiago alerta que “existe um estigma em diversos meios contra a atividade política”.

O candidato falou, ainda, da relação entre a UMinho e a JSD e salientou que, apesar de não existir uma relação formal entre as organizações, há “várias questões concretas às quais a JSD deve dar atenção”, nomeadamente, os problemas de segurança junto à área residencial do campus de Azurém. Tiago Laranjeiro vai mais longe ao afirmar que “haverá benefícios claros para todos se houver capacidade de diálogo” entre a universidade e a Juventude Social Democrata.

Também Ana Daniela Pereira, militante da JSD e aluna do primeiro ano do mestrado em Ciências da Comunicação da UMinho, declarou que “contribuir em prol da cidadania ativa” e ter espaços de discussão e debate entre jovens que, apesar de serem da mesma força política, têm visões distintas, foram alguns dos principais motivos que motivaram a sua adesão. A jovem reforça ainda que “a importância atribuída às atividades político-partidárias em termos de currículo varia de área para área, podendo até pôr em risco algumas opções de vida”.

Já José Baptista,membro de uma das listas candidatas e estudante de Direito na UMinho, assegura que a filiação a um grupo partidário jovem pode ser  “um bom caminho para ajudar a construir um país com um estado menos interventivo”. Contudo, o jovem “esperava que a JSD fosse mais interventiva nas decisões tomadas pelo poder político, quer a nível local quer a nível nacional”.

 Gabriela Ferreira
Sérgio Neto