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Nesta comédia dramática e musical, Keira Knightley interpreta o papel de Greta, personagem que terminou a sua relação de anos com o vocalista de uma banda conhecida, Dave (Adam Levine). Confusa e triste, Greta é levada por um amigo a cantar num pequeno bar, onde a sua música chega aos ouvidos de Dan (Mark Ruffalo), que busca refúgio na bebida depois de ter sido despedido da editora musical onde trabalhava. O excesso de álcool e algum instinto músical levam-no a reconhecer de imediato o talento de Greta, convidando-a nessa mesma noite para gravar um álbum com ele.

Sem dinheiro nem espaço para gravar o novo disco, Greta e Dan acabam por escolher as ruas de Nova Iorque como estúdio improvisado. O resultado é uma produção impressionante que promete tocar os corações de quem o ouvir.

Através da música, estas duas personagens vão encontrar o seu caminho na vida e recuperar relações que há muito pensavam ter perdido. É um filme que consegue fazer esquecer o resto do mundo enquanto vemos e ouvimos as músicas produzidas por Gregg Alexander, carregadas de pureza e sensibilidade inacreditáveis.

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De destacar a excelente capacidade de representação que Keira Knightley revela neste filme, mas também a doçura da sua voz. A naturalidade da representação de Mark Ruffalo também salta à vista de todos. No entanto, ainda que no final do filme haja um reconhecimento do trabalho de Greta e Dan na construção do álbum, as escolhas sentimentais de Greta ficam em aberto. Isto pode desagradar ao espectador, já que durante o filme esta questão é bastante explorada.

Acima de tudo é um filme que nos diz que a vida não pára e que, mesmo quando pensamos que tudo está perdido, há sempre algo ou alguém que nos pode salvar. São 104 minutos que nos fazem relaxar e esquecer os problemas do quotidiano, acabando por trazer alguma esperança para a nossa vida. E só um bom filme é capaz de fazer isso.