Foram divulgados esta quarta feira os resultados do Orçamento Participativo de Braga 2015. Os quase 500 mil euros disponibilizados serão investidos em projetos ligados à recuperação do património, atividades culturais e de lazer, e em projetos de inclusão social, que se destacaram na votação.

A iniciativa, reconhecida como um novo direito e responsabilidade dos cidadãos bracarenses, transformou-se num “momento extraordinário de cidadania”, assegurou o presidente da CMBraga, Ricardo Rio, durante a sessão de apresentação dos projetos vencedores.

Das 94 iniciativas sujeitas a votação, num universo de 136 propostas apresentadas, os cidadãos bracarenses distinguiram sete: Recuperação do órgão da Igreja de S. Vítor; O projeto Mais Natal – Priscos; A conclusão do parque de merendas e de lazer da Aveleda; A criação da praia fluvial de um parque de merendas e a recuperação de um moinho nas freguesias de Guisande e Oliveira; A recuperação e revitalização de um moinho movido a água no Rio Este; E,  a organização de um festival bienal pelo projeto BANG!.

A votação online registou 4751 votantes, cidadãos que residem, trabalham ou estudam em Braga.

Apesar dos resultados, Ricardo Rio garantiu que algumas das propostas que não foram destacadas na votação poderão vir a integrar o plano de atividades da autarquia para o próximo ano. Ainda segundo o presidente da CMBraga, o Orçamento Participativo de 2016 será reforçado com uma verba de 750 mil euros, 100 mil para iniciativas escolares e 650 mil para iniciativas cívicas.

Muitas das propostas apresentadas pertenciam a estudantes da Universidade do Minho. Ana Daniela Pereira, aluna de mestrado em Ciências da Comunicação, participou com mais cinco colegas no Orçamento Participativo. Centrado no turismo, o projeto do grupo “pretendia dinamizar a cidade de Braga, através da aposta em formações em várias áreas da comunicação e do turismo”. De acordo com a estudante, o principal objetivo do projeto era melhorar a relação de alguns comerciantes e trabalhadores da cidade com os turistas.

Eduardo Jorge Madureira, coordenador do Orçamento Participativo, esclareceu, no programa “Prós e Contras”, exibido a partir de Braga, esta segunda feira, que a autarquia procurou “construir um modelo o mais simplificado possível, em que toda a gente participasse em todos os momentos deste processo”. Segundo Eduardo Madureira, o objetivo da iniciativa era  “envolver as pessoas de Braga”, incluindo os que votam, estudam, trabalham ou vivem na cidade.

Seis anos depois da primeira experiência, Braga voltou a apostar num Orçamento Participativo, desta vez com uma votação online e assembleias nas freguesias. Uma iniciativa a repetir nos próximos anos, de acordo com a autarquia.

Ângelo Cunha
Daniela Soares