O Instituto de Ciências Sociais (ICS) assinalou, na passada quarta-feira, dia 10 de novembro, 38 anos de existência. A cerimónia comemorativa, presidida pelo reitor da UMinho, António M. Cunha, contou a presença de um convidado de destaque, o professor catedrático da Universidade do Porto, Augusto Santos Silva. No seu discurso, a presidente do ICS, Helena Sousa, reconheceu que este último ano, embora não tenha sido “um ano de festa”, foi um ano “desafiador”

Na abertura da sessão, Helena Sousa fez uma análise do ano letivo anterior, destacando como aspetos positivos a transição de todos os cursos na avaliação da FCT, os avanços no pólo de investigação de Arqueologia, o estabelecimento de parecerias com o ISCTE e o “novo centro multidisciplinar” (CICS UMinho).

A presidente do ICS reconheceu que o instituto está a atravessar  “uma nova fase da sua atividade científica”, e sublinhou a “colaboração de outras escolas no desenvolvimento de ideias”. Helena Sousa aproveitou, ainda, para lançar algumas novidades, tais como a “análise dos projetos de graduação e de pós-graduação” e a projeção de novas licenciaturas nas áreas do Turismo, da Criminologia e da Justiça Social.

Na sua intervenção, o reitor afirmou que será possível um “alargamento da lógica multidisciplinar” do ICS, acompanhado de um reforço do “trabalho com a comunidade”, através de novos projetos, alguns dos quais integrados no programa “Horizonte 20.20”. O “Ciência-Multimédia” e a Unidade de Arqueologia são dois dos principais projetos a serem desenvolvidos pelo ICS, segundo António M. Cunha. Satisfeito com os resultados alcançados pelo instituto, nos últimos anos, o reitor  reconheceu a existência de “pequenos problemas”, que importa “corrigir”.

Este ano, as comemorações do ICS contaram com a presença de Augusto Santos Silva, que conferenciou sobre o tema “Como pensam e o que fazem os cientistas sociais?”.  A propósito, defendeu que estes profissionais “procuram compreender o contexto da ação mas também o que a ação dá ao contexto e o que dá à ação”.

Em declarações ao ComUM, o professor universitário reforçou a “utilidade social” das Ciências Sociais. Questionado sobre a relação entre a sociedade e esta área de investigação, Augusto Santos Silva invocou o exemplo da crise internacional de 2008, como uma forma de “repensar as teorias convencionais”, aspecto que em Portugal “melhorou imenso”, nas últimas duas décadas.

No evento, foram, ainda, entregues os prémios de mérito aos alunos que se distinguiram no ano letivo anterior. O Prémio Almedina foi atribuído a Pedro Azevedo, licenciado em História. As cartas de curso seguiram para as mãos de Eurico de Carvalho Pereira, da graduação em Arqueologia, e para as mãos de Sandrina Oliveira, da graduação em Sociologia.

A tarde ficou, ainda, marcada por um momento de teatro, protagonizado por dois alunos do mestrado em Comunicação, Arte e Cultura, Armando Luís e Marta Carvalho, que provocou grandes gargalhadas na plateia. A celebração terminou com um lanche, onde se cantaram os Parabéns ao ICS.

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Pedro Ribeiro