A Universidade do Minho assinalou, esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, o seu 41º aniversário. Na cerimónia comemorativa, o reitor António M. Cunha dirigiu-se ao governo português, apelando a uma maior independência e autonomia financeira das instituições de ensino superior. “É necessário um novo modelo de financiamento e o caminho passa por aumentar os níveis de exigência”, explicou.

A efeméride deu o mote para um balanço do ano transato. António M. Cunha lamentou a morte dos três estudantes, na sequência da queda de um muro, junto ao compus de Gualtar. O reitor lembrou, ainda, pela positiva, o lançamento do livro dos 40 anos da universidade, o sucesso do projeto ‘Laboratório da Paisagem’, em Guimarães, e a vitória no programa Horizonte 2020.

No âmbito deste programa, promovido pela Comissão Europeia, 13 universidades europeias irão beneficiar de bolsas no valor máximo de 2,5 milhões de euros cada. A UMinho foi, a par de outras três universidades portuguesas, uma das vencedoras, em resultado do desenvolvimento de um projeto sobre modelos oncológicos 3D in vitro.

A diretora geral de Investigação e Inovação da Comissão Europeia, Manuela Soares, felicitou a academia minhota pelo sucesso. “A universidade deve orgulhar-se das suas conquistas, mas ainda há muito que se pode melhorar”, afirmou em jeito de incentivo.

“Estou incrivelmente impressionado com a Universidade do Minho”, afirmou o vice-presidente da European University Association, David Drewry. No seu discurso, reiterou, à semelhança de António M. Cunha, a importância da independência financeira da universidade: “As universidades têm te ter a liberdade de se promoverem e de mostrarem o valor das conquistas dos seus estudantes”.

Já o presidente da AAUM, Carlos Videira, sublinhou a realidade do abandono escolar e a necessidade de uma revisão da atribuição de bolsas de estudo. O representante dos estudantes da academia minhota referiu, ainda, que a universidade terá sempre de pertencer ao Estado. “Não admitimos qualquer tentativa de privatização das universidades públicas”, garantiu o jovem.

Houve ainda lugar para a atribuição de prémios de mérito e excelência aos melhores alunos de vários cursos. Este foi também o momento para celebrar o que de melhor se fez e faz na Universidade do Minho. Uma universidade que, segundo Carlos Videira, está pronta a “crescer sem medo”.

Andreia Cunha | Elsa Pereira