A Assistência Médica Internacional (AMI) criou dois fundos de apoio social, no valor de 20 mil euros cada, para jovens em risco de abandono do Ensino Superior. Um dos fundos servirá para auxiliar o pagamento das propinas e o outro será investido em despesas de habitação.

A iniciativa surge na sequência dos vários pedidos de ajuda de jovens prestes a desistir dos seus cursos, através de cartas enviadas à AMI. Em entrevista ao Canal Superior, Fernando Nobre, presidente da organização, afirmou que a associação pretende que esta ajuda “tenha consequências positivas para a carreira do estudante”. Como professor universitário, Nobre considera “inadmissível” que alunos com mérito, e que podem vir a ser “mais-valias”, não tenha condições económicas para estudar.

O regulamento do procedimento de atribuição de bolsas será disponibilizado, até ao final deste mês, no site da organização. Todos estudantes interessados poderão, depois, candidatar-se aos fundos, que serão atribuídos, mediante “critérios de elegibilidade bastantes claros”, esclarece Fernando Nobre.

Apesar de pioneira, a iniciativa deverá ter continuidade nos próximos anos. A AMI espera conseguir manter o valor da verba disponível ou, mesmo, aumentá-lo. Em geral, quando a AMI começa uma coisa é para manter”, sublinha o presidente da organização.

Já o presidente da AAUM, Carlos Videira, reforça a importância da ação, conduzida por uma instituição que considera ser “uma referência ao nível do apoio social e humanitário em Portugal e além-fronteiras”. “É também a evidência de que a sociedade civil não fica indiferente às dificuldades que os estudantes, e respetivas famílias, enfrentam para obter uma formação superior”, adianta o jovem. Questionado sobre a disponibilidade da AAUM para colaborar com o fundo social da AMI, Carlos Videira esclareceu que, tal como aconteceu com a iniciativa dos Lions Clube de Braga, a Associação Académica estará “completamente disponível para ajudar”.

Apesar de o foco da AAUM ser o Fundo Social de Emergência, “nada impede que outras iniciativas sejam apoiadas e divulgadas”, acrescenta o representante da academia minhota.

 Ana Cardoso | Catarina Fernandes | Vânia Lima