Com mais de oito anos de carreira, são a marca do Kuduro em Portugal. Mas, a banda já conquistou o mundo além-fronteiras. Esta semana, os “Buraka Som Sistema” regressaram ao Minho para mais uma atuação, em ambiente académico. Depois de subirem ao palco do Enterro da Gata’15, os artistas falaram da emoção que sentiram perante um público “tão jovem e enérgico”.

Como correu o concerto?
B:
Foi fantástico, muito bom! Foi o melhor concerto deste ano.

Qual a sensação de atuar perante um público tão numeroso?
B
: É boa! A única coisa a lamentar é o facto de não podermos estar também na plateia a saltar.

Em setembro atuaram na Receção ao Caloiro da UMinho. Quais as principais diferenças entre esse concerto e o de hoje?
B
: Acho que há mais vontade de festejar no fim do que no início. Então, nestas semanas académicas há mais energia, porque é aquele último “clique”, antes da última fase de exames. Senti mais energia aqui [no Enterro da Gata] do que na Receção ao Caloiro. Mas, gostamos de dar tudo, durante todos os concertos, sem distinção.

As vossas atuações em festas académicas são diferentes das restantes?
B:
Nós tentamos variar, de vez em quando, porque sabemos que há pessoas que já nos viram uma ou mais vezes. Por isso, procuramos dar o máximo de dinamismo, e acrescentar alguns elementos novos às atuações. Mas, em termos de atitude em palco, temos sempre a mesma, como se fosse o último concerto das nossas vidas. Não pensamos muito se estamos numa “Receção ao Caloiro” ou um concerto só nosso… O objetivo é chegar ao placo e dar sempre 300 por cento.

Como é que o público está a reagir ao vosso último álbum -“Buraka”?
B:
Está a correr bem… Os nossos álbuns demoram, para que as pessoas os interiorizem e se apercebam deles. Mas, obviamente, que os temas que têm aparecido são logo “abraçados”, como é caso do “Vuvuzela”. Os nossos “singles” são os que ganham mais em palco… Por exemplo, “Candonga” é um tema que nunca teve vídeo, mas o público vibra com ele. Para o ano fazemos dez anos. E, cada vez mais, sentimos que somos uma banda que já consegue chegar e tocar só músicas próprias, durante uma hora e meia de concerto. E era disto que sentíamos falta.

Quais as diferenças entre uma atuação em Portugal e no estrangeiro?
B:
A principal diferença é a língua…Não podemos dizer daquelas piadas que toda a gente entende, e traduzir essas piadas é horrível. Mas, depois, em termos de entrega, está equilibrado.

 

Depois desta atuação perante um público estudantil e juvenil, que mensagem querem passar aos estudantes de gostariam de transmitir aos estudantes da UMinho?
B: Somos todos estudantes, a uma determinada altura da nossa vida, e saber gerir o tempo de estudo é muito importante, porque, depois, acabamos por conseguir ter tempo para sair, para nos divertir e socializar. Nós representamos um bocado esse lado, tentamos não complicar as coisas, criando um momento que é especial na vida das pessoas que estão a assistir. Não é propriamente uma mensagem filosófica, nem tentamos que seja, mas é importante existirem estes momentos de “soltar”, da mesma forma que é importante aproveitar os momentos de estudo, na altura certa. É uma questão de dedicação total, em diferentes situações da nossa vida.