Enterro da Gata’15: Depois do velório, é tempo de festa
As Monumentais Festas do Enterro da Gata acarrancaram com o tradicional Velório, seguido das Serenatas, esta sexta-feira, no Largo do Paço, em Braga.
O comboio que transportava a “gata” chegou à estação de Braga, por volta das 23h. A falecida seguiu num caixão, transportado aos ombros pela Ordem Profética da Universidade do Minho (OPUM DEI). Dezenas de pessoas acompanharam a gata, em procissão, até ao Largo do Paço, em frente à reitoria da UMinho, onde foi anunciada a sua morte: “A Gata Morreu”. Com este veredito estava, também, oficialmente abertas as festividades.
Pela primeira vez, a Tuna Universitária do Minho (TUM) subiu ao palco das Serenatas do Enterro da Gata. Seguiu-se o Grupo de Fados e Serenatas, também da UMinho. Entre o traçar de capas, a troca emocionada de abraços e muitas lágrimas, os grupos vão sonorizando a noite.
Seja a primeira ou a última noite de serenatas, este é sempre um momento marcante para todos os estudantes. Representa a celebração da amizade e dos laços criados entre os jovens durante a passagem pela universidade. A nostalgia impera, nesta noite.
Luísa Correia chegou este ano letivo à UMinho, para estudar Economia. Com muitas expectativas para esta noite, onde os padrinhos académicos traçam, pela primeira vez, a capa aos seus afilhados, a jovem acabou por ficar desiludida: “As pessoas não valorizam realmente as serenatas”.
Já Carolina Massena, também no 1º ano de Economia, conta que valeu a pena a espera por este momento. “Trajar, ter o nosso padrinho ou madrinha a traçar-nos a capa, e a acompanhar-nos para todo o lado compensa”, afirma.
Pela segunda vez nas serenatas, Marta Roda, do 2º ano de Ciências da Comunicação, sentiu uma “enorme diferença” em relação às anteriores. “No ano passado, achei que o ambiente foi pesado, mas este ano pareceu-me um momento de festividade”, afirma. Marta considera, ainda, que a vertente da tradição esteve mais vincada este ano, onde a jovem sentiu que existia “mais emoção”. “Foi muito bom poder ver uma verdadeira serenata, pela primeira vez”, conta.
Esta foi também a primeira vez que a universitária assistiu ao velório da gata. Para Marta, foi um momento importante para “desanuviar do ambiente de despedida para os finalistas”.
Já a finalista de Economia, Joana Sampaio, conta que “as serenatas, como sempre, não desiludiram”. Para a jovem, “as atuações foram excelentes, e estava muita gente, o que promoveu um fantástico ambiente académico”.


