A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) reagiu desta forma à divulgação dos resultados do segundo concurso do Programa Retomar, disponíveis no portal da Direção Geral do Ensino Superior (DGES). A meta de 3000 bolsas ficou “longe”, tendo sido submetidos 455 requerimentos, abaixo dos 482 do ano passado.

A AAUM criticou o Programa Retomar e classificou-o como um “fracasso”, sublinhando a descida do número de requerimentos submetidos em relação ao ano passado, que “continua longe das 3000 bolsas que o Governo tinha como objetivo atribuir”. Destacou, no entanto, uma subida de 30% das candidaturas para a Universidade do Minho.

Entendendo o programa como “uma necessidade no combate ao abandono escolar”, a Associação Académica diz que o fracasso vem de uma “intransigência do Governo” em alterar os critérios de atribuição e aumentar o montante atribuído em bolsa ao candidato, fixado atualmente nos 1200 euros anuais. A AAUM diz ainda ser “essencial” alargar o programa a pessoas com mais de 30 anos e que os beneficiários não sejam apenas desempregados.

O Programa Retomar, promovido pelo Ministério da Educação e da Ciência, foi criado no ano passado e visa ajudar o reingresso de jovens estudantes que deixaram o Ensino Superior antes de concluir os seus estudos, combatendo assim o abandono escolar.

 

Fábio Moreira

João Pedro Quesado