Laura Ferreira dos Santos, antiga Professora da Universidade do Minho lançou, este sábado, o primeiro movimento a favor da despenalização e regulamentação da morte medicamente assistida, na Ordem dos Médicos do Porto.

Um dos objetivos do movimento, criado pela professora aposentada da UMinho, é chamar a atenção para a despenalização da morte assistida e debatê-lo na sociedade e nos media, assim como levar a discussão até aos grupos parlamentares e outras entidades para que, nesse sentido, se altere o Código Penal.

Para a investigadora, o facto da sociedade de portuguesa continuar a ser bastante marcada pelas tradições judaico-cristãos, que consideram a vida humana como bem inalienável, faz com que a temática do suicido medicamente assistido e o uso da eutanásia continuem a ser vistos como um tabu. Na sua perspetiva “cabe a cada um deliberar sobre o tempo e a forma de viver e que não podem ser os médicos a ter a última palavra”, afirmou a antiga professora.

Laura Ferreira dos Santos é, ainda, autora de vários livros ligados ao tema como “Testamento Vital”, “Ajudas-me a morrer?”, ou o mais recente “A morte assistida e outras questões de fim de vida”. Além da colaboração do médico nefrologista João Ribeira dos Santos, a investigadora contou com o apoio de várias figuras como o cineasta António Pedro Vasconcelos, o cientista Alexandre Quintanilha ou o jornalista José Júdice.

A morte assistida está legalizada em vários países europeus, como é o caso da Holanda, Bélgica e Luxemburgo.