O SC Braga recebeu e venceu, esta segunda-feira, o Belenenses por 2-1, na primeira jornada do Grupo D da terceira fase da Taça da Liga. Os minhotos triunfaram numa partida que teve mais polémica que futebol.
Com uma entrada menos avassaladora do que o habitual, a turma de Paulo Fonseca tentou dominar a partida desde os primeiros segundos. Apesar da luta na disputa de bola, o jogo decorria a um ritmo lento, típico de Taça da Liga, e foi com surpresa que chegou o primeiro golo. Aos 13 minutos, Pedro Santos serpenteou pelo corredor central e, com um remate certeiro, conseguiu com que a bola só parasse no fundo da baliza de Ricardo Ribeiro. Estava feito o primeiro dos arsenalistas.
Em desvantagem, a equipa orientada por Julio Velázquez não demonstrou grande vontade de restabelecer a igualdade no marcador, com o ritmo de jogo a cair ainda mais. Porém, a qualidade individual dos “Gverreiros” foi evidente aos 31 minutos, quando Rui Fonte (avançado cedido pelo Benfica que, na temporada passada, defendeu as cores do Belenenses), desmarcado, respondeu da melhor forma a um cruzamento de Baiano. O guardião dos visitantes ainda fez “meia defesa”, que não chegou para impedir o segundo golo do SC Braga.
Meia hora de jogo e os azuis do Restelo já perdiam por duas bolas. Os três pontos ficaram ainda mais longe quando, a um minuto do descanso, o árbitro Jorge Ferreira mostrou o cartão vermelho a João Amorim. A expulsão, motivada por um lance mais aparatoso do que perigoso, incendiou o banco do Belenenses.
A equipa visitante protestou e ameaçou não voltar para a segunda parte, regressando ao relvado com dez minutos de atraso, tendo Velázquez afirmado, no final da partida, que só regressou por respeito ao Sporting Clube de Braga e à Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Vinte e um jogadores em campo, mas um segundo tempo ainda mais apagado do que o primeiro. Aos 54 minutos, os minhotos perdem a superioridade numérica, quando Hassan vê o segundo amarelo após chocar com o guarda-redes adversário numa tentativa de chegar à bola.
As bancadas ferviam com a expulsão do egípcio, já depois do atraso dos homens de Belém, e esse ambiente contagiou os intérpretes dentro das quatro linhas , dando origem a uma segunda parte em que as provocações foram mais frequentes do que as boas jogadas de futebol.
Ricardo Ribeiro não voltou a tocar na bola sem ser assobiado e quase permitia o terceiro da equipa da casa, falhando uma saída fácil num cruzamento a quinze minutos do final.
A um minuto dos 90, o Belenenses faz o golo de honra, saído dos pés de Tiago Caeiro. Cinco minutos depois, Jorge Ferreira apita para o final do jogo e a turma minhota soma, sem surpresa, os três pontos, numa partida em que ambas as equipas se apresentaram com os “onzes” reformulados, dando oportunidades aos menos utilizados.
Destaque também para Alan, capitão do SC Braga, que celebrou o tricentésimo jogo ao serviço do clube, tornando-se o jogador que mais partidas disputou pelos “Gverreiros do Minho”. O brasileiro de 36 anos, há oito épocas consecutivas na cidade de Braga, foi ovacionado de pé pelos quase cinco mil adeptos presentes no estádio AXA no final do encontro, ficando sozinho no centro do terreno a receber os aplausos.
A equipa minhota encerra o ano de 2015 com uma vitória e volta aos relvados no próximo sábado, na deslocação a Setúbal para a 15ª jornada da Liga NOS.


