O Natal chega sempre demasiado cedo. Em Novembro, já há anúncios, decorações e promoções. É inevitável, vivendo rodeado deste consumo desmedido, não desejar uma ou duas prendas, só para manter o espírito natalício. Dezembro é tempo de reflexão e de balanço no desporto. E eu não fujo à regra.

O SC Braga de Paulo Fonseca está embalado na Liga NOS e dificilmente sairá dos quatro primeiros, caso continue a mostrar a qualidade que tem apresentado. Na Liga Europa, o objetivo mínimo está garantido e na Taça de Portugal “arrumaram” o Sporting, num grande jogo de futebol. Mas se há coisa que falta no balneário arsenalista são chuteiras, mas, especificamente para o Hassan, umas chuteiras com mira.

Vitória SC e Moreirense, qual lotaria, acertaram nas escolhas que fizeram a meio da primeira volta. Os homens do Berço apostaram em Sérgio Conceição e estão agora a colher os frutos. O antigo técnico do SC Braga pegou nos miúdos e, apesar de um início atribulado, está hoje no décimo lugar do campeonato. O Moreirense apostou na continuidade. Quando já se pedia a cabeça de Miguel Leal, os minhotos renovaram a confiança e já saíram da linha de água. Estes dois clubes do Minho precisam de continuar o seu percurso e, com alguma sorte à mistura, subir ainda mais na classificação. Deem-lhes lotarias e raspadinhas para continuar a tentar!

Quem também precisa de sorte na dança de treinadores é o voleibol do Vitória. Sai o “mítico” Cocato, entra Adriano Paço e veremos se a aposta é ganha. A verdade é que os vimaranenses não têm estado bem e uma mãozinha extra não caía nada mal na turma minhota.

“Ó tempo volta para trás!”. Esta expressão assenta (e de que maneira) às duas equipas minhotas que disputam a Liga Portuguesa de Basquetebol: Vitória SC e BC Barcelos. Se olharmos para a época passada, os vitorianos chegaram à final do campeonato e os barcelenses disputaram, até à última, a Taça de Portugal. Ambas perderam frente a um Benfica de outro nível, mas deixaram uma boa imagem do Minho. Sem dúvida que ambos os clubes desejariam uma máquina do tempo este Natal.

No futsal, o Braga/AAUM não mantém o ritmo endiabrado do ano passado, mas o pavilhão da Universidade do Minho continua a ser um santuário, e bem precisava Paulo Tavares de um calendário só com jogos em casa. Até este sábado, a turma minhota tinha apenas um empate – diante do Benfica –, somando por vitórias as restantes partidas em Braga. Este sábado, a derrota por 2-1 frente ao Sporting, deitou por terra a invencibilidade em casa, mas a casa dos ‘estudantes’ continua a ser um dos pontos fortes deste conjunto.

A boa época das equipas minhotas no hóquei em patins merece distinção. O HC Braga lá se vai mantendo fora dos lugares de despromoção e os “europeus” OC Barcelos e Juventude de Viana vão continuando a exibir-se a grande nível. O hóquei minhoto está bem e recomendam-se umas vitaminas para continuar a temporada.

Mas não é só o hóquei que precisa de vitaminas para continuar em grande esta época. O Gualtar, apesar da derrota por 7-0 diante do Sporting e do empate contra a Quinta dos Lombos, ocupa o nono lugar e parece bem encaminhado para se manter na Liga SportZone. A equipa de José Vasconcelos, chegada este ano à primeira divisão, tem ombreado com equipas experientes – como o Olivais, o Rio Ave ou o Braga/AAUM – e mantém-se longe dos últimos lugares.

No andebol, a diferença entre as duas equipas minhotas é notória. De um lado, um ABC em grande na europa e nos primeiros lugares do campeonato. Do outro, o AC Fafe, em penúltimo lugar do campeonato e que não vencia há três meses – venceu o AA Avanca três meses depois do último triunfo no campeonato. Se o ABC precisa de persistência para tentar conquistar mais um título – renovar a Taça de Portugal ou vingar a Taça Challenge? -, o AC Fafe precisa de esperança para se manter no principal escalão do andebol português.

Seja qual for a modalidade, o desporto minhoto precisa de continuar a crescer e a afirmar-se no panorama nacional, porque a qualidade, como vimos, está cá.