Homem do Jogo

Miguel Silva

O que dizer do “menino”? O guarda-redes vimaranense não estava a atravessar a sua melhor fase e, frente ao líder do campeonato, voltou a ser decisivo. No D. Afonso Henriques vestiu a pele de estrela e arrecadou um ponto para a turma de Sérgio Conceição. Nota-se a paixão com que pisa o relvado e mostrou não ter medo de enfrentar a bola, como aos 20 minutos, ao negar o golo a Slimani.

Em cima

Ricardo Valente

Não é o melhor jogador do Vitória e tem limitações, mas hoje atacou, defendeu, passou e correu. O “7” vitoriano lutou muito e contribuiu para a batalha ganha pelos vimaranenses ao ataque leonino. Continua sem ser um jogador consensual, mas o português demonstrou hoje que, se conseguir ser mais consistente, poderá ser útil para os minhotos alcançarem a Europa.

Bryan Ruiz

A equipa esteve abaixo das expetativas, mas o costa-riquenho voltou a mostrar muita qualidade. Discreto, o ex-Fulham tentou conduzir o ataque leonino, mas tanto Slimani como os extremos do Sporting não acompanharam a vontade do camisola “20”. Aos 70 minutos, Ruiz teve nos pés a oportunidade de desbloquear a partida, mas hoje era a noite de Miguel Silva.

Leia aqui a crónica do Vitória SC 0-0 Sporting CP

Em baixo

Islam Slimani

Rematador e eficiente. Normalmente, estas seriam palavras que usaríamos para descrever um jogo do argelino. Em Guimarães foi tudo ao contrário. Slimani não teve vida fácil, foi pouco agressivo – talvez a pensar no amarelo que o impediria de jogar contra o Benfica – e, essencialmente, não foi o perigo que costuma ser. Apagado, o avançado leonino nem acabou o jogo, prova do mau jogo que realizou.

Jorge Jesus

Antes do jogo com o Benfica era importante ganhar. Apesar de Guimarães ser um terreno difícil, como o técnico reconheceu, fica a ideia que com mais velocidade e vontade a vitória seria uma questão de tempo. Jorge Jesus não conseguiu contrariar a coesão defensiva dos vimaranenses e viu vários jogadores em sub-rendimento. O treinador português garantiu que quem é líder está confortável mas, numa fase tão complicada, “perder” dois pontos pode ser crucial para as contas do título.