Chamam-se ÁTOA, formaram uma banda do nada e nem isso os impediu de animar a noite chuvosa passada do Enterro da Gata. A banda formada por quatro amigos – o João Direitinho, o Guilherme Alface, o Mário Monginho e o Rodrigo Liaça – tem como principal objetivo agradar ao público pelo trabalho e fazer boa música em português.
ComUM: Como é que surgiu a banda e o nome da mesma?
João Direitinho: A banda surgiu à toa e ÁTOA surgiu com a banda.
Guilherme Alface: A banda surgiu assim um bocadinho à toa. Inicialmente comecei eu e o João e depois convidamos o rodrigo. Encontramos o Mário num bar e foi tudo à toa. Acabou por ficar como baterista. Começou com uma conversa sobre música. Faltava-nos um baixista e encontramos o Mário.
Mário Monginho: O João mandou as nossas músicas para a Tradiio, uma plataforma digital de músicas e a Universal Music, que tinha uma parceria com eles, descobriu-nos e disse-nos para irmos lá. E aqui estamos nós, passado este tempo todo de contratos e concertos.
ComUM: De onde é que vem a inspiração?
Guilherme Alface: Das nossas vidas. Mas também depende das situações, com a namorada, com amigos, com o quotidiano.
Cada música é uma música e cada música tem a sua inspiração.”
Mário Monginho: A nossa composição está a ficar cada vez mais transparente, cada vez falamos mais literalmente do que é a nossa vida. O single “A cada passo” é exemplo disso. Cada música é uma música e cada música tem a sua inspiração. No geral é tudo das nossas vidas.
ComUM: Qual é a sensação de estar em palco?
Guilherme Alface: É realmente o que gostamos de fazer. É a sensação de ser artista/músico e ter pessoas que vieram para ver e ouvir a tua música. Felizmente já conhecem alguma da nossa música. Mas é um passo de cada vez – a cada passo.
ComUM: Têm algum ritual antes ou depois do concerto?
Guilherme Alface: Metemos todos a mão, sendo que a primeira mão é de quem tem a tatuagem mais antiga e dizemos: “1, 2, 3, ÁTOA”.
Rodrigo Liaça: Às vezes, cantamos canto alentejano porque somos de Évora.
ComUM: O que é que têm a dizer sobre poderem vir a ganhar o prémio de revelação do ano?
Guilherme Alface: Para nós, sermos nomeados para revelação do ano e melhor grupo já são dois prémios fora de série. É uma fasquia alta e com um ano e meio de existência, é uma grande responsabilidade. A partir daqui, e apesar de termos sido nomeados, temos de manter essa fasquia. Isto foi tudo muito rápido e agora temos é de fazer mais.
Mário Monginho: Nós já ganhamos um grande prémio, que é o reconhecimento do nosso trabalho. As pessoas reconhecem que nós trabalhamos para aparecer no mercado da música portuguesa. O que vier a seguir é um bónus. Não vamos ficar chateados se perdermos, mas vamos ficar muito felizes se ganharmos.
ComUM: O que têm em mente para projetos futuros?
Guilherme Alface: Continuar com os ÁTOA, continuar a fazer singles, a melhorar em palco e em estúdio, ouvir muita música, conhecer artistas portugueses. Andar por Portugal é o projeto.
Maria João Costa
Mariana Pinto


