O SC Braga venceu a final da Taça de Portugal, ao derrotar o FC Porto nas grandes penalidades (4-2), depois de se ter registado um empate a duas bolas no fim do tempo regulamentar. A turma orientada por Paulo Fonseca conquistou esta competição pela segunda vez na sua história, 50 anos após o seu primeiro triunfo.

O treinador bracarense antes da partida colocava toda a pressão no FC Porto, afirmando que “o Braga cumpriu todos os objetivos”, dando favoritismo aos «dragões» para a final que se iria disputar. A turma da cidade do Porto até deu indícios disso no início do encontro, assumindo a posse de bola e controlando o jogo nos minutos iniciais.

Porém, não demorou até ao Braga chegar ao golo inaugural do encontro. Pouco passava dos dez minutos quando, após um desentendimento entre Chidozie e o guarda-redes portista, Rui Fonte antecipou-se e picou a bola por cima de Helton, cabeceando para o fundo da baliza adversária.

Depois do golo, o Porto voltou a tomar conta da posse de bola, sem no entanto criar grandes oportunidades de perigo. Já o Braga ia controlando o resultado que lhe era favorável, sem tomar grandes riscos, apesar das inconsequentes tentativas do coletivo de José Peseiro. Até ao intervalo, o conjunto bracarense conseguiu segurar a vantagem pela margem mínima, valendo o golo solitário de Rui Fonte.

No segundo tempo, o Porto assumiu as despesas do desafio e teve a sua melhor oportunidade até então, por intermédio de Herrera, já perto da hora de jogo.
O médio mexicano fez um grande remate que, com Marafona já batido, acabou por passar ao lado da baliza, tirando tinta ao poste.

Apesar do maior domínio da formação de José Peseiro, os “guerreiros” chegaram novamente ao golo. Novo erro na defensiva dos “dragões” e Josué, aproveitando uma má receção de Marcano, a rematar para o segundo golo do FC Porto.

No entanto, a resposta do conjunto da Invicta não demorou. Remate de Brahimi para defesa de Marafona e André Silva, na recarga, a aproveitar o ressalto para atirar para o fundo da baliza. Estava feito o 2-1.

Com o golo, o Porto ganhou algum ânimo, procurando alcançar o golo do empate. A busca acabou por dar frutos já que, mesmo em cima do minuto 90, os dragões chegaram ao empate, levando o encontro para o prolongamento. Cruzamento de Herrera e André Silva, de costas para a baliza, a fazer um pontapé de bicicleta que só terminou no fundo das redes à guarda de Marafona.

No tempo extra, o ritmo de jogo baixou, apesar do maior domínio da formação do Porto perante um SC Braga mais expectante e apostar em lances de contra ataque. Até ao fim dos 120 minutos, nenhuma equipa conseguiu desfazer o empate, deixando a decisão para os pontapés da marca de grande penalidade.

Já nos penáltis, Marafona acabou por ser o herói, após ter defendido os remates de Herrera e Maxi Pereira.
Do lado do Braga, Rui Fonte, Stojiljkovic, Hassan e Marcelo Goiano não perdoaram, carimbando a conquista da segunda Taça de Portugal do historial do conjunto bracarense.

Com este triunfo, o SC Braga ganhou ainda a oportunidade de disputar a Supertaça de Portugal contra o SL Benfica, no início da próxima época.