O Tribunal de Braga deduziu acusação sobre o gerente da empresa de condomínios responsável pela estrutura, um fiscal e o chefe da divisão municipal de fiscalização. São estes os novos arguidos na investigação à queda de um muro que em 2014 vitimou mortalmente três estudantes da Universidade do Minho.

O Tribunal de Braga deferiu assim o pedido da advogada dos alunos, Fernanda Pais, que neste requerimento de abertura de instrução culpa a Câmara Municipal de Braga. Até aqui, o processo tinha como arguidos quatro estudantes que, aquando do acidente, estavam ao lado dos três colegas que perderam a vida. Foram acusados pelo Ministério Público dos crimes de homicídio por negligência. Há agora um total de sete arguidos.

Os peritos que na altura averiguaram a situação tinham ilibado os técnicos da Câmara de Braga e a empresa que geria o condomínio ao qual pertencia o referido muro.

A 23 de Abril de 2014 uma estrutura em cimento e tijolo que servia de suporte a caixas de correio (que não estava em uso) desabou sobre três estudantes do primeiro ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho. Os três jovens perderam a vida.