O reitor da Universidade do Minho (UM), António M. Cunha, queria doutorar-se na Universidade do Minho, mas desistiu da ideia quando viu que tinha de pagar 300€ de taxa para submeter a tese e a defender.

Em declarações por escrito ao InComUM, António M. Cunha diz que é “muito poupado” e que “300 euros dão para oito passes gerais para o Enterro da Gata”. Nas mesmas declarações, em papel timbrado, António Cunha diz-se “desiludido” com essa nova taxa, pois considera ser “uma afronta não chegar a doutor”. “Imagino a tristeza de um doutorando ao saber disto”, lamenta. No entanto, diz, “as pessoas podem continuar” a chamar-lhe “Excelentíssimo e Digníssimo Magnífico Senhor Doutor António Cunha”.

Questionado pelo jornalista Venâncio Comunicante sobre se esta nova taxa é uma consequência da passagem da UM a fundação pública com regime de direito privado, António Cunha diz: “Não nos vamos precipitar. O mais prudente é esperar que as propinas e as senhas de refeição aumentem para ter a certeza de que é o regime fundacional que traz um aumento de custos para os alunos” da UM, “neste caso em particular os alunos de doutoramento”. Confrontado sobre se, como Reitor, não seria normal ter conhecimento desta medida, António Cunha admitiu “desconhecer” esta nova taxa de 300 euros, pois a implementação de medidas como esta “é, agora, da responsabilidade do Conselho de Curadores e não minha”.

António Cunha queria doutorar-se em Ciências dos Emolumentos, pela Escola Superior de Privatizações e Fundações da UM.