Os Candymoon são uma banda portuguesa de rock-folk que lançou o seu primeiro álbum no ano passado, “Storytales”. Em outubro, apresentou também um segundo single, em formato digital: “Here I am”. Da banda fazem parte a voz de Célia Ramos, Pedro Leónidas, na guitarra, e Alessio Vellotti, ao piano.

Como é que surgiu o grupo?

Digamos antes que surgiu uma sinergia. Começámos a trabalhar de forma natural, após termos falado nisso informalmente. E as músicas começaram a surgir, de forma espontânea, como se, de repente, peças do mesmo puzzle estivessem à espera de se encaixar… Logicamente uma coisa levou à outra, e ao pensarmos que deveríamos registar logo o começo, lançámos 3 músicas em formato EP, chamado Candymoon.

Candymoon. De onde surgiu a ideia para o nome da banda?

Queríamos um nome que tivesse a ver com a Célia, com a identidade dela, mas ao mesmo tempo com alguma fantasia, e mística sonhadora, que todos temos…

Falem um pouco sobre quais são as influências na vossa música.

As nossas influências vêm muito do rock-folk, principalmente de autores menos recentes. Mas também absorvemos um pouco do que se faz agora em termos de sonoridade final… Também os blues e o jazz afetaram um pouco as composições deste álbum.

“Storytales” foi o vosso primeiro álbum. Como é que as pessoas vos têm acolhido neste projeto?

Até agora, as pessoas que conheceram o álbum, ou nos ouviram ao vivo, têm-se manifestado de forma surpreendente.

Creio que essencialmente, por gostarem do género, mas também por estarmos a fazer algo diferente do que está disponível no mercado. Gostávamos de contudo chegar a mais pessoas, porém, creio que será uma questão de trabalho e de tempo…

Qual é a vossa inspiração?

A arte em geral, e fazê-la pelo prazer de nos exprimirmos.

Também lançaram recentemente o vosso segundo single “Here I am”. O que é que ele transmite?

“Here I am” é um tema um pouco antagónico, porque a letra descreve um período de ausência, mas a musica transmite alguma placidez, doçura e tranquilidade nessa ausência. A guitarra surge como a memória abstrata a contracenar com os pensamentos escritos na letra… Um pouco de “blues”.

Quais são os planos para a banda?

Recomeçámos neste momento a escrever para um novo trabalho. Terá um registo um pouco diferente…mais íntimo. Neste momento estamos entusiasmados com a parte criativa do processo. E esperamos em breve poder apresentá-lo…

Por fim, digam-nos quais são alguns dos vossos ídolos.

Visto estarmos numa altura em que finalmente há um gesto que acordou novamente o mundo para a poesia “trovadoresca”, como forma literária, gostávamos de referir o Bob Dylan e outros nomes como Leonard Cohen, Joni Mitchel ou Lou Reed, pela importância de como através da arte, falam com as pessoas… E a arte é apenas uma… O resto é o veículo de comunicação…