O Moreirense entrou da melhor forma na segunda volta do campeonato, escalando várias posições na tabela classificativa, após a vitória forasteira frente ao Paços de Ferreira por 0-2.
Noite fria de sexta-feira na capital do móvel e bancadas despidas, com os adeptos da casa em protesto alegando falta de reciprocidade dos seus atletas para com eles. Assistiu-se a um jogo de sentido único entre Paços e Moreirense, tendo o conjunto vimaranense conseguido um triunfo importante no jogo de abertura da 18.ª jornada da Liga NOS.
Num desafio carente de arte, magia ou de dribles refinados, destacaram-se as linhas defensivas bem arrumadas dos vimaranenses, a eficiência posicional e ainda a simplicidade de processos. No primeiro tempo, os castores tiveram maior posse de bola mas estiveram bem longe de controlar o jogo, com jogadas inconsequentes que provocaram um crescente nervosismo quer dentro das quatro linhas, quer nas bancadas.
Sem poderio no meio campo para contrariar a dupla de pensadores Fernando Alexandre e Cauê e com uma defesa totalmente vulnerável à verticalidade de Nildo Petrolina, foi o Moreirense quem abriu o marcador logo aos 15 minutos de jogo. Excelente triangulação entre Nildo e Fernando Alexandre, que respeitou a movimentação de Roberto para se isolar, tendo o ponta-de-lança finalizado com classe, picando a bola sobre Defendi. O golo coroou a equipa mais esclarecida em campo, tendo-lhe conferido ainda maior confiança para ir em busca de uma diferença mais significativa no marcador, pelo que até ao término dos primeiros 45 minutos só deu Moreirense.
Ao intervalo, Vasco Seabra procedeu a duas alterações de uma assentada, retirando do terreno de jogo Mateus Silva e Minhoca em detrimento de Andrezinho e Ivo Rodrigues. As substituições não surtiram efeito imediato, o que resultou na prevalência do domínio da turma de Augusto Inácio, que acabou mesmo por chegar ao segundo tento. Com o Paços de Ferreira completamente balanceado no ataque, Ivo Rodrigues fez um mau passe e originou um contra-ataque rápido dos cónegos. Roberto tirou dois defesas do caminho, fez uma brilhante assistência com um passe a rasgar para Podence que, na cara do guardião contrário, não perdoou.
O Paços resolveu esboçar uma reação após este golo, com um futebol rápido e mais característico. A tamanha insistência em penetrar na grande área adversária, resultou na conquista de um penalti. Diego Galo derrubou Ivo Rodrigues e Manuel Mota apontou para a marca de grande penalidade. Este podería ter sido o ponto de viragem no jogo, não fosse a grande qualidade de Makaridze sobressair ao opôr-se a um remate rasteiro e colocado de Pedrinho.
Este momento arrasou por completo as esperanças dos caseiros e os minhotos limitaram-se a dominar o encontro até ao apito final. O Moreirense soma agora 17 pontos, tantos quanto o adversário que bateu, e respira melhor na sua luta pela manutenção.


