Homem do jogo

Soares

Naquele que pode ter sido o último encontro do brasileiro com a camisola do Vitória, o avançado justificou toda a cobiça que tem gerado neste mercado de inverno. Nos minutos iniciais, foi um verdadeiro “diabo à solta” no ataque vimaranense, criando diversos problemas à defesa contrária. À passagem do minuto 15, respondeu na perfeição ao cruzamento de Bruno Gaspar, apontando o seu nono golo no campeonato. Minutos depois, rematou à trave da baliza defendida por Marafona. Ao longo da partida, continuou a ser o elemento mais perigoso no ataque dos “conquistadores”, sempre em busca de desequilíbrios e passes de rutura. O atacante de 26 anos encontra-se no melhor momento da sua carreira. Será que o Vitória segura uma das suas pérolas?

Em cima

Pedro Martins

O treinador do Vitória sabia perfeitamente o que tinha de fazer na Pedreira. Era previsível que o Braga tivesse mais bola e, de certa forma, controlasse a partida. Por isso, o conjunto de Guimarães teria que atacar a baliza contrária através de transições rápidas. Aproveitando a irreverência dos seus atacantes, o Vitória manteve o seu estilo de jogo e surtiu efeitos práticos logo no início da partida, aproveitando o nervosismo da equipa da casa na construção dos seus processos ofensivos. Já em vantagem, não “estacionou o autocarro” e procurou sempre o terceiro golo, apesar das linhas recuadas. O técnico de 46 anos fez o seu trabalho de casa. No final dos 90 minutos, lá teve a sua recompensa.

Josué

O central português afirma-se cada vez mais como uma das figuras do Vitória de Pedro Martins. Defensivamente, Josué é um líder, comandando o exército dos “conquistadores”. Hoje, o defesa de 24 anos estava no sítio certo e na hora certa para inaugurar o marcador na Pedreira. O presente e o futuro da linha defensiva do Vitória estão nas mãos de Josué.

Em baixo

Rosic

Os bracarenses têm o terceiro melhor registo defensivo da Liga NOS, somando agora 15 golos sofridos em 18 jogos. Contudo, nos jogos em que o central nascido na ex-Jugoslávia participou, o emblema minhoto sofreu 11 golos no mesmo número de encontros. A média de golos sofridos com o sérvio no setor mais recuado do Braga é superior relativamente aos jogos em que Rosic está afastado da quadra. No encontro de hoje, a inconsistência do sérvio foi visível no lance que originou o segundo golo do Vitória, após um mau alívio em zona proibida. Com o afastamento de André Pinto da equipa principal do Braga, Jorge Simão tem muito trabalho a fazer para melhorar o desempenho da sua dupla de centrais.

Xeka e Battaglia

Os donos do meio campo bracarense foram dois dos elementos mais apagados da equipa de Jorge Simão. Após os dois golos sofridos na etapa inicial, os médios do Braga não foram capazes de levar a sua equipa para o ataque com critério. O resto da equipa, nervosa e abalada, também não ajudou. A falta de ritmo, intensidade e criatividade do meio campo bracarense foi evidente durante o primeiro tempo. Havia vontade, mas faltava capacidade. No segundo tempo, o rendimento ofensivo dos minhotos aumentou, mas não foi suficiente para impedir a vitória dos rivais vimaranenses.