Homem do jogo

Mitroglou

O atacante grego foi o autor do golo que decidiu o encontro na Pedreira e que deixou o Benfica novamente na liderança do campeonato. Um verdadeiro golo à ponta-de-lança que borrou a majestosa pintura que o SC Braga estava perto de finalizar. Mitroglou nem estava a fazer a sua melhor partida, mas revelou a sua frieza atacante no momento exato, sentenciando uma partida que não se estava a revelar propriamente fácil para a turma de Rui Vitória.

Em cima

Fejsa

O trinco sérvio esteve implacável durante todo o encontro. Constantemente na procura de linhas de passe e sempre na disputa dos lances, Fejsa parecia deixar o Benfica com mais um elemento em campo. Construindo o jogo benfiquista desde trás e destruindo o jogo adversário, foi sem dúvida preponderante na ligação entre defesa e ataque da sua equipa. Numa posição onde parece esquecido o seu mérito, o sérvio trouxe clarividência aos mais cépticos, com uma exibição de classe.

Tenacidade da defensiva bracarense

Esta noite o Braga fez esquecer que a sua defesa era feita de quatro jogadores, mostrando-se como um ser único e coeso. Quer nas alas, quer no centro da defesa, o Braga não se deixou afetar pelo caudal ofensivo das águias. Um muro de betão que não deu licença de passagem aos adversários. Jorge Simão trouxe a lição bem estudada de casa e soube anular as ameaças adversárias, exceptuando no momento do golo de Mitroglou, já perto do fim do encontro. Foi um golpe baixo na defensiva bracarense que esteve exímia durante a maior parte da partida.

Em baixo

Zivkovic

O guião benfiquista não ajudou à boa exibição de Zivkovic. Pouca bola, poucos rasgos de genialidade – aos quais nos habituou – e a lista continua. Rui Vitória apercebeu-se disso e acabou por retirá-lo de jogo já na segunda parte. Zivkovic acabou por ser a sombra de Salvio e Pizzi, que criavam a maior quantidade de desequilíbrios à defensiva minhota.

Assis

Se de um lado havia a barreira Fejsa, do outro lado Assis não foi tão feliz na sua abordagem ao jogo. O trinco brasileiro teve imensas dificuldades em travar os movimentos ofensivos do Benfica e em fazer a ponte entre a defesa e o ataque durante as transições ofensivas. Um jogo abaixo do que se esperava por parte de Assis, deixando o meio-campo minhoto sem um patrão que o liderasse