Para a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), o ensino superior em Portugal já teve melhores dias, e a falta de financiamento é um dos principais problemas. Foi esta avaliação do ensino superior português que a associação levou a uma reunião com uma equipa de peritos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) na passada quarta-feira.

Em declarações ao ComUM, Bruno Alcaide, presidente da AAUM, diz que, tal como aconteceu em 2006, “a OCDE pretende analisar qual a visão dos movimentos associativos relativamente a questões como o financiamento do ensino superior, a ação social, a reorganização e acesso do ensino superior e políticas de ciência e investigação nas universidades.” Alcaide diz ainda que a associação procurou falar em nome de todos os estudantes, afirmando que, “neste momento, a Universidade não consegue prestar o melhor serviço possível aos alunos, porque não tem verbas para tal”.

A equipa da OCDE está a desenvolver um estudo ao sistema de ensino superior português e as associações e federações académicas são um dos seus principais pontos de análise. O estudo desenvolve-se em duas fases: em primeiro lugar, a equipa visita as instituições para perceber como funcionam burocraticamente; em segundo lugar reúnem com as associações académicas e de estudantes, para entender quais as principais preocupações dos alunos. Para Bruno Alcaide, “os pontos mais destacados foram sem dúvida a rede de organização do ensino superior dividida em universidades e institutos politécnico e a ação social escolar.”

O presidente da associação académica diz que a AAUM “lançou o mote para aquela que tem sido a questão base dos movimentos associativos, ou seja, qual deve ser o nível de comparticipação aos alunos, seja em propinas, emolumentos, serviços de alimentação ou alojamento.” Para além disso, Bruno Alcaide revelou que foram propostas novas formas de avaliação do estado económico dos agregados, apelando a uma contabilização mais justa dos rendimentos de cada família.

“O nosso principal objetivo é dar o nosso contributo para que o trabalho da OCDE seja feito da melhor forma”, diz o dirigente da AAUM.