Pobre espetáculo vivido na tarde de sábado em Moreira de Cónegos. Quando a única oportunidade de golo surge apenas aos 80 minutos de jogo, diz muito do que se passou. O Moreirense não foi além de uma igualdade a zero bolas com o Feirense, em partida a contar para a segunda jornada da Liga NOS. Depois de um empate moralizador em Setúbal, pedia-se mais à equipa vimaranense.

Com duas mexidas no onze – saíram Fati e Kouao para darem a vez a Cádiz e Sagna – Manuel Machado queria conquistar três pontos frente a um adversário direto na corrida à manutenção. Numa primeira parte jogada sobretudo a meio campo e, com as equipas muito preocupadas com o perigo que a outra podia causar, tudo isto resultou num futebol “mastigado” e, por vezes, trapalhão.

A única aproximação de registo foi à passagem do minuto 27, quando Babanco cobrou um canto e Flávio cabeceou à figura de Jhonatan. Sem mais nenhum lance potencialmente perigoso junto das balizas, as equipas recolheram aos balneários com muita coisa para corrigir.

Mas a segunda parte em nada foi melhor do que a primeira. Apenas quando o relógio marcava o minuto 80 é que o Moreirense deu um ar da sua graça: Peña, que tinha entrado ao intervalo para o lugar de Cádiz, em excelente posição, tentou introduzir a bola de calcanhar na baliza do Feirense, mas falhou por pouco.

Com este resultado, e, principalmente, exibição, ambos os treinadores terão uma semana de muito trabalho para afinar o processo ofensivo das equipas.

No próximo jogo, os minhotos deslocam-se ao Dragão para medirem forças contra os vice-campeões nacionais.