“E o Tunão já chegou”. Depois de uma noite de serenatas no Salão Medieval da Reitoria, em Braga, a segunda edição do festival de tunas femininas organizado pela Tun’ao Minho passa hoje pelo auditório do Conservatório Calouste Gulbenkian.

Hélio Carvalho/ComUM

Hélio Carvalho/ComUM

São muitos os festivais de tunas que se estream todos os anos, mas poucos os que enchem à primeira tentativa. Em 2016, a primeira edição do Tunão esteve na Gulbenkian e esgotou o auditório do conservatório (pode voltar a ler a reportagem do ComUM sobre o festival aqui). Este ano, a Tun’ao Minho, sediada em Braga, procura fazer o mesmo. E segundo a magister, Ivone Costa, o objetivo está praticamente alcançado.

“Já faltam vender muitos poucos bilhetes. Quer-me parecer que amanhã vão chegar pessoas que não vão ter bilhete, o que é triste”, diz a magister. Em declarações ao ComUM, a estudante confessa que a sala tem pouca capacidade, ainda para mais com as entidades presentes. Mas tem “esperança” em voltar a encher a sala.

Num fim-de-semana em que também se pode ver em Braga o Festival Para Gente Sentada, no Theatro Circo e no gnration, Ivone Costa afirma que o festival pouco afetou o II Tunão. “Influenciou a nível lógistico, relativamente a licenças de espaço aqui pelo centro, relativamente ao passacalles, mas de outra forma não influenciou nada. As questões logísticas foram mesmo os maiores contratempos, mas sobre o espetáculo em si, “vai tudo correr bem, já está tudo programado, as tunas estão todas cá, portanto vai tudo correr de feição”.

Hélio Carvalho/ComUM

Hélio Carvalho/ComUM

Sentada no chafariz do Largo do Paço, a magister reconhece que a própria noite de serenatas ali na Reitoria foi uma inovação, passando do hall de entrada para o teto do Salão Medieval. “Dada a adesão do público, merecíamos uma casa melhor”. Quanto ao espetáculo de hoje, tomou-se a decisão de não passar o festival para um espaço com maior capacidade, pois segundo Costa, “as tunas estão com dificuldades em passar para o Theatro Circo, e se passarem, não estão a conseguir dar continuidade ao espetáculo lá. Então preferimos ficar numa casa mais pequena, e ter a certeza que efetivamente a casa ia estar cheia e composta.

Com um passacalles mais solarengo que o ano passado (aproveitando um mês de novembro “atípico”), e todas as tunas instaladas numa residencial, a magister da Tun’ao Minho lembra ainda o cartaz, em que puderam trazer “tunas muito boas”.

Este ano, o II Tunão conta com a presença da Tun’Obebes (Tuna de Engenharia da Universidade do Minho), da Tufemed (Tuna Feminina de Medicina do Porto), das Mondeguinas (Tuna Feminina da Universidade de Coimbra) e da TunaMaria (Tuna Feminina da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa). Além destas tunas que estão todas a concurso, os dois grupos convidados são os Bomboémia (Grupo de Percussão da Universidade do Minho) e os “padrinhos” das anfitriãs, a Tuna Universitária do Minho (TUM), que também irá apresentar o espetáculo.

Num momento de descontração entre as tunas, após as serenatas houve tempo para uma lyp sinc battle, no Bar Académico. Entre capas negras e capotilhas, fez-se playback de Backstreet Boys e Queen. Mas o playback fica por aqui. Hoje as actuações do II Tunão são no auditório do Conservatório Calouste Gulbenkian, às 21h30. Os poucos bilhetes que restam podem ser comprados no local e durante a tarde, no passacalles das tunas no centro.