A Gatuna assinala 25 anos de existência, e a festa faz-se o ano inteiro. O ComUM foi entrevistar a tuna feminina, num ano de emoções fortes para o grupo.

A Gatuna faz 25 anos, e espera-se um ano de festa. A tuna feminina bracarense participou recentemente no festival XII Cidade Berço, em Guimarães, e no festival de tunas femininas Marias, em Almada, e mais surpresas estão para vir. É um ano para recordar os melhores momentos de 25 anos de cantares, mas também os mais trágicos.

Há pouco mais de um ano, a Gatuna foi confrontada com a morte de uma das gatunas mais influentes, Susana Correia, conhecida pela academia como “Caracol”. Os meses seguintes foram de homenagens e recuperar de forças para a tuna feminina. As gatunas Marina Mendes (“Loune”) e Maria Valada (“Muffin”) falaram ao ComUM sobre o último ano da Gatuna, e o futuro que se avizinha.

Gatuna

Hélio Carvalho/ComUM

ComUM: Queria começar por um tópico que é um pouco obrigatório, tendo em conta o contexto. Fez há um mês o aniversário do falecimento da “Caracol”. Esta pergunta é algo vaga, mas de que forma é que esse acontecimento trágico influenciou este último ano na Gatuna.

“Muffin”: Como deves calcular, perder alguém que faça parte das nossas vidas pelo menos duas vezes por semana, é sempre complicado. A “Caracol” estava muito associada à Gatuna; quando as pessoas se lembravam da Gatuna, lembravam-se de uma data de pessoas, e uma delas era a “Caracol”. Ou seja, era muito associada como uma das caras da Gatuna. A “Caracol” viveu muito a Gatuna. Por exemplo, ela estagiava aqui na Gulbenkian e antes de ir para o estágio, vinha para a sala ensaiar e depois é que ia estagiar, para perceberes um bocadinho a ligação à Gatuna.

Torna difícil, porque para um grupo, mais do que o principal que nos une que é a música e a Gatuna, temos as nossas amigas de gerações.

“Loune”: E com quem acabas por ter mais histórias, aventuras, e crias também essa ligação.

“Muffin”: E o que nos faz muito ir é: “eu vou porque a não-sei-quantas também vai”. Ou: “já estou um bocadinho mais afastada, porque o meu trabalho não permite, e eu vou porque a minha amiga vai”. E deixa de haver essa amiga. Então isso torna-se bastante difícil. E foi difícil nos primeiros tempos para a toda gente na Gatuna. Mas depois foi reunir forças, e com base no que nos aconteceu de triste, ou no que de triste aconteceu à “Caracol”, juntamos forças para seguir em frente. E para que tudo fosse do género: “ok, o que é que a ‘Caracol’ gostaria que nós fizéssemos nessas circunstâncias? Seguir em frente”. Não vamos deixar de ir a coisas, é seguir em frente. E foi isso que nós fizemos.

“Loune”: E aliás, quando relembras a “Caracol”, e relembras o que ela faria pela Gatuna naquela situação, seria segurar o grupo, e que subíssemos e levássemos sempre a Gatuna para a frente. Um dos grandes amores da “Caracol” era a Gatuna.

“Muffin”: Neste momento, damos por nós muitas vezes a lembrar coisas que ela faria numa circunstância. “Se estivesse aqui a ‘Caracol’, fazia isto”. E eu acho que é nisso que nos temos de focar, é nas coisas boas que ela nos deixou, nas coisas boas que ela deu à Gatuna, e ainda hoje devemos-lhe essa sabedoria. E eu acho que o que aconteceu foi que nos uniu mais.

“Muffin”: E a dar mais valor à nossa vida, de certa forma.

ComUM: Eu diria que além de vos unir, também uniu bastante a academia. Surgiu uma onda de solidariedade, todas as atuações e espetáculos de grupos culturais nos tempos seguintes foram dedicados à “Caracol”. Viram isso com gratidão?

“Muffin”: Claro, nós agradecemos muito esses gestos, olhamos para eles com muito carinho, e com muita amizade para connosco. Foi muito importante. E aí se vê aquilo que eu disse no início, que a “Caracol” é uma das caras da Gatuna. Quando se pensava na Gatuna, pensava-se na “Caracol”, e não só nela, mas num grupo de pessoas. E a “Caracol” era uma delas. E isso refletiu muito esse pensamento.

Gatuna

Marina Mendes, ou “Loune”, tem 27 anos, e está na Gatuna desde maio de 2012. (Hélio Carvalho/ComUM)

ComUM: Mudando de assunto, a Gatuna lançou há pouco tempo o seu CD no Spotify (“Coisas Simples“, 2000). Sendo que o CD já tem algum tempo, há algum projecto semelhante para o futuro?

“Loune”: É algo que temos de facto ponderado. Não a curto prazo, mas provavelmente a longo prazo. Esta divulgação do CD pelo Spotify é porque nós ainda utilizamos algumas músicas que estão lá presentes. E também para mostrar a comunidade e a própria academia o nosso trabalho, e para o poder divulgar com melhor qualidade.

“Muffin”: Ainda para mais no ano em que nós fazemos 25 anos, e achamos que é importante apostar em plataformas digitais, principalmente para divulgar o que nós fazemos, que é música. Então, porque não? É um bom sítio para divulgarmos possíveis coisas novas que façamos.

“Loune”: Exatamente. Nós temos aí umas surpresas para os 25 anos que não posso relevar nesta entrevista! (risos)

ComUM: Mas há alguma coisa que possas revelar então?

“Lone”: Há, sim, sim, sim. Vamos ter bastantes atividades. O que está pensado aliás é serem 12 atividades, 12 comemorações ao longo de um ano. Não sei se podemos revelar a última atividade…

“Muffin”: Não, não. Eu acho que o que nós podemos relevar é que a nossa ideia é comemorarmos durante os 12 meses; ou seja, um ano de comemorações, não só para a comunidade, mas também para nós. Achamos que também são importantes coisas entre nós que nos envolvam mais, porque a Gatuna tem, e eu não quero dizer um número errado, mas 68, por volta de 70 Gatunas. Eu não tenho bem a certeza.

“Loune”: Mais até.

“Muffin”: Sim. E lá está, a Gatuna é um bocadinho diferente – se calhar não em relação à Universidade do Minho, mas em relação a outros grupos de outras universidades -, que é quando acabas o curso, deixas de fazer parte da tuna. Na Gatuna isso não existe; uma pessoa que fez parte da Gatuna, que passou a gatuna, há-de fazer sempre parte da Gatuna. Por exemplo, em jantares de aniversário, jantares de natal, promovemos um encontro de gerações da Gatuna. O piquenique foi uma das nossas últimas atividades.

“Loune”: Foi a última atividade inovadora para o grupo, e foi muito boa. Estamos a falar aqui de um grupo com quase 25 anos de histórias e de idade, e então juntares as pessoas que estão a entrar na universidade com as fundadoras da Gatuna, é um bocadinho complicado tendo em conta as tendências, os gostos, e a própria idade. Então esta questão do piquenique foi bastante engraçada, porque conseguimos envolver desde os filhos das próprias gatunas, aos maridos, e às miúdas mais novas. E criar ali o conceito de família.

“Toda a iniciativa cultural é bem-vinda”

ComUM: Falar da Gatuna é falar de um dos grupos mais antigos de tunas femininas em Portugal. E falar em crescimento de tunas femininas, é preciso falar da Tun’ao Minho, que cresceu exponencialmente em poucos anos de existência, com um festival já criado. Como é que vêm o crescimento de tunas femininas à vossa volta?

“Muffin”: De tunas femininas, eu acho que não há assim tantas. No Minho, temos três.

“Loune”: Sendo que a nossa e a Tun’Obebes já temos praticamente a mesma idade.

“Muffin”: Sim. E eu acho que a Tun’ao Minho surge num nicho de género musical ao qual a Gatuna não preenchia.

“Loune”: São estilos musicais diferentes. São estilos diferentes, são pessoas diferentes, e eu até vejo isto como algo muito positivo, que as pessoas assim têm mais oportunidades de escolher.

“Muffin”: Exatamente. É a partir desse vazio de música tradicional que nós não preenchemos, que nasce a Tun’ao Minho. Ou seja, eu acho que se ao veres um concerto da Gatuna e ao veres um da Tun’ao Minho, as músicas não têm nada a ver. São géneros completamente diferentes. Dessa parte, nem sequer encaramos como uma dificuldade ou uma barreira, como são géneros diferentes, têm o espaço deles.

“Loune”: Aliás, nós podemos olhar um bocadinho para as tunas masculinas. Temos bastantes, e também não implica necessariamente uma afronta. São estilos diferentes, são pessoas diferentes, e também cria para a própria universidade uma boa oportunidade de escolha para as pessoas. Posso não me identificar tanto com, por exemplo, a TUM (Tuna Universitária do Minho), mas mais com uma Azeituna. Ou se calhar até quero pertencer a um grupo com rapazes e raparigas, e vou para a TMUM, percebes? Acho que cria aqui um leque de opções bom para a própria academia.

 

ComUM: Portanto, olhando para os cerca de 20 grupos culturais que há, acham que esta oferta é razoável para a quantidade de alunos que a universidade tem?

“Muffin”: Olha, eu acho que toda a iniciativa é bem-vinda, e não devemos ser nós, os grupos mais antigos da universidade, que vão ser uma barreira a que ela não exista. O que a Gatuna acha é que nunca se deve perder de vista que somos uma universidade, e eu acho que isso é o mais importante. Somos a academia. Quando entramos na universidade somos bombardeados com…

ComUM: “Somos a melhor academia do país”.

“Muffin”: “A melhor academia do país, somos uma academia, isto aqui não há faculdades, somos uma academia!”. E eu acho que isso é que não se pode perder de vista.

“Loune”: Não fazemos queimas, temos o Enterro da Gata! (risos)

“Muffin”: E por isso acho que toda a iniciativa cultural é boa. Claro que, com quanta mais novidade ela for, melhor. Nós temos um grupo de teatro, mas podíamos ter um grupo de gaitas de foles da universidade. Porque não? É uma coisa completamente diferente das tunas.

“Loune”: Ou um grupo só de cavaquinhos.

“Muffin”: Por exemplo! Ou seja, é cultura.

ComUM: E é sempre bom.

“Muffin”, “Loune”: Completamente.

Gatuna

“Muffin” na Gatuna, Maria Valada tem 24 anos, toca flauta, é solista, e está na tuna desde novembro de 2012. (Hélio Carvalho/ComUM)

ComUM: Falou-se há pouco tempo na tomada de posse da nova direcção da ARCUM (Associação Recreativa e Cultural da Universidade do Minho) sobre as salas de ensaio. Vocês não fazem parte da ARCUM mas ensaiam nas salas por baixa da sede da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), e a sala pertence à ARCUM.

“Muffin”, “Loune”: Não (uníssono).

ComUM: Há sempre uma confusão em perceber isso.

“Loune”: Nós explicamos! (risos)

“Muffin”: As salas são da universidade, o prédio é da universidade, que cedeu à Associação Académica, e por sua vez, a AAUM cedeu aos grupos. O que aconteceu foi que na altura em que cedeu as salas, existia a ARCUM, que era o Grupo de Percussões e de Cabeçudos, depois havia o Grupo de Música Popular (GMP), o Grupo de Poesia, e a TUM. E depois havia a Gatuna, a Augustuna e a Azeituna. E o que aconteceu foi que se entrares do lado esquerdo, é tudo salas da ARCUM, e à direita, a da Gatuna, a da Azeituna e a seguir a da Augustuna, que na altura era mista.

“Loune”: E também temos os Jogralhos.

“Muffin”: Exatamente, e também temos os Jogralhos debaixo das escadas.

ComUM: O que eu quero dizer com isto, com este esclarecimento, é que falou-se muito na tomada de posse sobre as salas. A deterioração das salas. O próprio reitor disse que “reconhecer esta sala como estava há 43 anos não é bom sinal”. Vocês sentem essa dificuldade, ou não sentem isso assim tanto?

“Muffin”: Eu acho que nós devemos ser as mais beneficiadas. Temos luz, direta (risos). Eu acho que isso é muito bom.

“Loune”: Sim, mas eu recordo-me que quando entrei para a Gatuna, a nossa salinha era toda muito escura, também não tínhamos grande luz, as paredes eram muito cinzentas. E nós também tivemos a própria iniciativa de restaurar a nossa salinha. De pintar as paredes, e as arranjar.

“Muffin”: Como as da ARCUM. A sala de espelhos foi toda arranjada por eles.

“Loune”: Sim, mas são os próprios grupos que arranjam as próprias salas, e as melhoram.

“Muffin”: Eu acho que o pior de tudo é, oh pá, nós temos o cuidado de manter a nossa sala, e isso faz com que consigamos ter o mínimo de condições. O pior de tudo nem são propriamente as salas, é o corredor, que está super degradado, não tem uma porta de vidro para não dar aquele vento frio. Não temos casas de banho…

“Loune”: Sim, se eventualmente o Bar Académico estiver fechado, na parte de cima, os grupos não têm casa de banho.

ComUM: Têm de vir ao café.

“Loune”: Sim, por exemplo.

“Muffin”: E então, mais que as nossas salas, acho que as áreas comuns estão em muito pior estado, porque os grupos acabam por as manter. Se todos nós gostávamos de ter uma sala com melhores condições, quentinha? Adorávamos, claro.

“Loune”: Nós temos uma história de um aquecedor em que cada uma deu um euro para comprarmos um aquecedor para a salinha! (risos)

“Já houve situações até que chegamos a falar com os pais das nossas caloiras, para explicar o que é um festival”

ComUM: Quais são as maiores dificuldades de hoje em dia na Gatuna?

“Loune”: É assim, eu acho que isto é geral em todos os grupos, que é a entrada de pessoas novas. Cada vez mais se nota que os miúdos, os novos estudantes da academia, não são tão direcionados para os grupos culturais. Não por falta de informação, a meu ver, acho que tem a ver mesmo com a própria educação, com os grupos, com o estilo, e não se enquadram muito.

“Muffin”: E eu acho que se reflete em qualquer coisa que seja de associativismo. Tens poucas pessoas na associação. E isso sente-se. Ou seja, não há uma continuidade. As pessoas vão, experimentam, mas não se querem comprometer. “Olha, gostei, vocês são fixes, eu até gosto do ambiente, mas eu não me quero comprometer, isto dá trabalho”. Pronto. E isso é uma coisa que se sente. O pessoal vem, é para um curso de três anos, já com a ideia de que no último ano vai fazer um Erasmus, e não se quer comprometer. E eu acho que isso se sente bastante em qualquer associação jovem. Não sei se é dos miúdos…

“Loune”: Se tem a ver com a própria geração, se tem a ver com a própria educação… Sinto cada vez mais que eles são protegidos de certo modo pelos pais. São gerações que crescem muito ligados às novas tecnologias, e se calhar não têm tanta abertura para se associarem.

“Muffin”: Sim, a questão dos pais é um problema, claro.

“Loune”: Nós sentimos isso um bocadinho na pele.

“Muffin”: As tunas estão sempre associadas a um estereótipo do “fartam-se de beber, depois é só comas alcoólicos”, e não é isso! E então essa é uma dificuldade que temos de ultrapassar. Os nossos pais eram assim, e os pais das nossas caloiras são assim, e custa um bocadinho ultrapassar.

“Loune”: Já houve situações até que chegamos a falar com os pais das nossas caloiras, para explicar o que é um festival, o que é se passa…

ComUM: Por causa da questão de ficar um fim-de-semana fora de casa.

“Loune”: Exatamente.

“Muffin”: “Olhe, fica aqui com o meu número de telefone! Ligue-me que eu atendo!”.

“Loune”: Eu acho que tem muita ver com a imagem que as pessoas têm das tunas. Este ano, tivemos uma actividade especial no Trovas, também em homenagem à “Caracol”, que foi a abertura do espectáculo com as escolas dos meninos da pré-escola e do primeiro ciclo. Eles cantaram uma música na abertura do Trovas. E o que aconteceu depois do espetáculo foi que tivemos imensos pais a perguntar: “é assim que funcionam as tunas? Que bonito! Como é que faço para a minha filha entrar numa tuna quando crescer?”. Ou a perguntarem: “quando é que vão ter outro espetáculo?”. Foi também mostrar um bocadinho aos pais, à sociedade, que as tunas têm muitos mais projetos além do que está normalmente associado. É muito mais para além disso.

 

ComUM: Sobre esse problema de falta de pessoas, não sei se será coincidência ou não, mas reparei que de repente toda a universidade e à volta do campus, começaram a surgir cartazes da Gatuna. Acabei de ver a funcionária da biblioteca com um. Estes cartazes foram feitos para combater isso, ou foi espontâneo?

“Loune”: É assim, isto tem a ver com uma campanha que nós enquanto direção decidimos, que foi apostar agora no segundo semestre numa maior divulgação do grupo. E então optamos por divulgar também junto da própria universidade. Sem usar tanto as redes sociais, e usar mais sítios estratégicos para divulgar o grupo, os ensaios, e para a Gatuna estar mais presente na própria academia.

 

ComUM: Sei que mencionaram as tais atividades que não queriam revelar, mas que planos é que podem contar para o futuro?

“Muffin”: Há coisas que podemos falar! O principal, e o que nós trabalhamos todos os anos para que aconteça, que é o Trovas, o festival de tunas femininas, que vai ser no dia 20 de Outubro. Até posso dizer a hora, mas ainda falta algum tempo. No Theatro Circo. Temos o privilégio de poder utilizar uma sala como o Theatro Circo para divulgar a nossa música e fazermos o nosso festival. É um enorme gosto, e é para isso que nós trabalhamos. Para te falar um bocadinho do Trovas, vai para a 23ª edição, ou seja, vamos fazer 25 anos e vamos para essa edição, foram logo dois anos depois a abrir. É uma sala que nos diz muito, fizemos a maioria dos Trovas lá; só quando o Theatro fechou para obras é que passamos para o PEB (Parque de Exposições de Braga), e depois novamente para o Theatro Circo. Contará com a presença de tunas femininas, claro, e surpresas nossas. No sábado temos por hábito fazer workshops não só virados para as tunas, mas também para a comunidade bracarense em geral.

“Loune”: Apropriados ao tema do próprio festival.

“Muffin”: Exatamente, o Trovas tem sempre um tema.

ComUM: E podem adiantar o tema?

“Loune”: Não, isso é “top secret”! (risos) Vamos falar mais do festival numa conferência de imprensa no dia do aniversário, 28 de abril, e aí já podemos falar um bocadinho sobre as atividades dos 25 anos.

“Muffin”: Também estaremos no jantar do caloiro, no início do primeiro semestre do próximo ano lectivo, em setembro.

“Loune”: Que também vai ser adequado ao tema dos 25 anos.

“Muffin”: E pronto, venham aos ensaios! Acho que já deu para ver que somos raparigas simpáticas!