Professora e investigadora do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho é a nova coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas.

Maria José Casa-Nova assumiu, no início desta semana, a coordenação do Observatório das Comunidades Ciganas (OBCIG). Para a professora e investigadora do Instituto de Educação da Universidade do Minho, o convite significa “o reconhecimento de todo o trabalho científico e de intervenção politico-cívica” que realiza com a população cigana desde 1991.

Aceitar dirigir o OBCIG – uma unidade informal integrada no Alto Comissariado para as Migrações (ACM) que faz o estudo e o acompanhamento das comunidades ciganas – representa, para Maria José Casa-Nova, “uma responsabilidade enorme”. Explica que se trata de articular “investigação, divulgação, participação e parcerias” de modo a “auxiliar na conceção de políticas públicas” e também a construir “um trabalho conjunto entre o Observatório e a população cigana”.

Professora na UMinho há mais de duas décadas, Maria José Casa-Nova considera que esta nomeação “é uma forma de potenciar todo o conhecimento teórico produzido e acumulado na área com todo o trabalho de intervenção político-cívica e de voluntariado científico” que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos.

Membro do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho, descreve-se como uma pessoa de utopias, no sentido da utopia como “um lugar de construção”. A “construção de um mundo melhor” em que os “limites sejam a humanização das sociedades, lutando contra todas as formas de desigualdade e de discriminação social que minam a democracia e tornam frágeis as relações humanas” é o principal objetivo.

A nova coordenadora do OBCIG espera contar “com o envolvimento de todas e de todos para a concretização e construção da utopia de uma sociedade sem ódio ou hierarquias sociais e culturais”.