Tem indie no nome, mas isso não é tudo. O último dia da sexta edição do festival é mais uma prova.

Terminou mais uma edição do Indie Music Fest. Luís Severo, Conan Osiris, Filipe Sambado e Mundo Segundo tocaram numa noite quente, perfeita para encerrar a sexta edição do festival.

A tarde passava lentamente no Bosque do Choupal. No acampamento, as pessoas começavam a arrumar tendas e mochilas sob o sol intenso. Os que se preparavam para ver o primeiro concerto do dia foram apanhados de surpresa, o programa tinha atrasado uma hora.

Assim, não foi uma novidade ver que quando os The Jaqueline entraram, o público não enchia o espaço do palco Cisma. No entanto, a banda de Paredes abriu este último dia de festival de forma serena, combinando com a moleza que atravessava o bosque.

Seguiram-se os NU no palco Relva. A banda de rock experimental hipnotizou o público que se espalhava pelo recinto. Quem estava em pé não se atrevia a chegar muito perto, vendo atentamente a performance excêntrica de Rui Pedro Almeida, vocalista da banda. Deixaram o palco seguidos por aplausos de um público, que por certo, ficou marcado com esta atuação.

Os Trêsporcentro tocaram para um público silencioso no palco Antena 3. Gradualmente, quem estava a assistir ao concerto, deixou-se levar pelo rock da banda lisboeta e acabou por dar uns passos de dança. Apresentaram o tema “Cascatas”, acrescentando que começou a chover da última vez que tocaram a música, mas com o calor que fazia “até sabia bem”, desabafou o vocalista.

Pouco depois, no palco Antena 3, já havia pessoas sentadas a guardar lugar para Luís Severo. Entrou em palco e comentou que nunca tinha visto tantas “placas” entre a audiência num concerto dele, nesta que seria a última atuação da tour. Cantou temas como “Escola”, “Santo António” e “Meu Amor”, todos bem conhecidos pelo público. Com certa dificuldade, leu um dos cartazes do público e, antes de dar o concerto por terminado, toca “Olho de Lince” sozinho em palco. Os aplausos são imensos quando este abandona, mas esta não seria a última vez que o ouvíamos neste micro festival.

Os Papercutz, projeto de Emmy Curl e do produtor Bruno Miguel, soltaram, de seguida, as suas harmonias sonhadoras pelo palco Relva. Os indies estavam deitados, totalmente embalados pelo ambiente que a banda promoveu durante a noite amena. Apresentaram alguns temas novos e o público não resiste em balançar o corpo ao som das batidas tribais.

Mais tarde é a vez de Filipe Sambado e os Acompanhantes de Luxo porem o público a mexer. O concerto começa calmo, mas a fachada pouco dura. Luís Severo regressa ao palco e os aplausos ecoam em todo o recinto. Para o grande final, Filipe Sambado toca sozinho, de rabo exposto ao público, um momento muito assobiado.

Os Omodo voltam a trazer toda a gente de volta à relva para recuperar a respiração do concerto anterior. Silencioso, o público esteve de novo no chão, atento às melodias pesadas e as ocasionais palavras proferidas.

Depois desta merecida pausa, foi a vez de Mundo Segundo subir ao palco da Antena 3. Este que não é um nome comum para o Indie Music Fest, não esvaziou o recinto. Os amantes de hip-hop concentraram-se na front line e seguiram a lírica sem erros. “Vocês são melhores do que alguns concertos de hip-hop”, diz o artista para o agrado da plateia.

O concerto mais esperado da noite teve lugar no Palco Relva. Com Conan Osiris, os risos são instantâneos. Cantou temas como “Eu Adoro Bolos”, “Celulitite” e “Borrego”, sempre acompanhado pela performance do seu bailarino. O último concerto fica então marcado por muita dança, de forma a esgotar o que resta da energia acumulada durante os três dias de festival. O concerto termina com “Amália”, com o público ainda a querer mais, mas sem sucesso.

O Indie Music Fest terminou depois de três dias de muita música.