As Relações Internacionais levaram ao Buda Terrace um café-debate. A problematização de assuntos atuais e influentes no quotidiano da sociedade foi o tema principal de discussão.

“Defesa do século XXI” foi o mote para a conversa de café realizada pelo Centro de Estudos do Curso de Relações Internacionais (CECRI). No café-debate que decorreu esta terça-feira abordaram-se diversos tópicos, nomeadamente os sistemas de educação, da economia, da saúde e de informática.

À conversa, no interior de um café-terraço, os professores Camilo Darsie, Professor adjunto do Departamento de História e Geografia da Universidade de Santa Cruz do Sul, Jaime Costa e João Pereira, antigos docentes de Relações Internacionais na Universidade do Minho e, ainda, o Doutor Bruno Cancelinha, dirigiram um debate alusivo a tópicos de defesa do século XXI.

A interação entre os oradores e o público – maioritariamente constituído por jovens, estudantes – ficou marcada, quando a articulação dos sistemas nacionais de saúde com o Estado foi tema de conversa. A titulo de exemplo, os oradores sugeriram três linhas de atuação, entre as quais: a saúde, a educação e a distribuição de vacinas.

Entre os temas discutidos estiveram o Processo Bolonhês, o tratado da União Europeia, utilizado para resolver conflitos e o o sistema de educação europeu. Neste último ponto, salientou-se a inexistência de um ano extra de estudos, reservado à aquisição de competências práticas. “As universidades têm um nível de aprendizagem teórico”, sendo que “apenas nos mestrados existe uma vertente prática”, certifica Jaime Costa.

Outro tema trazido a discussão foi, também, a formação da opinião pública, o docente Jaime Costa defende que “as humanidades são fundamentais, ensinam-nos a tratar como par e não individualmente, e têm vindo a ser apagadas”.  Quando questionado sobre a uniformização de áreas do ensino superior atual, o professor considera que isso já se encontra presente na atual sociedade, a titulo de exemplo usou a História que é “uma área, atualmente vista, com pouca empregabilidade, o que antes não acontecia” bem como a engenharia naval que “não soube preservar o seu lugar, desapareceu rapidamente.

Os padrões que a população adota e quem os define em comunidade, bem como a exigência de certos valores aos trabalhadores portugueses que se encontram no estrangeiro – definidos como “jogos de poder”, foram outros dos temas abordados. Especificou-se, ainda, a maneira como o mercado de trabalho internacional desvaloriza o trabalho português e como os portugueses não aceitam este tipo de críticas da melhor forma.

Carina Fernandes e Isabel Marques