A Greve Climática estudantil conta com a participação de diversos sindicatos. Organização espera a mesma adesão que nas greves passadas.

Portugal é um dos países participantes e conta com a adesão de diversos distritos. Braga não fica de fora, o lugar marcado é esta sexta-feira na Praça da República, às 17h00, depois de uma palestra na Escola de Economia e Gestão (EEG), às 15h00. Este dia finaliza a Week For Future em Braga, que contou com a ilustração de documentários para promover o debate quanto ao clima.

Foi planeado pela Fridays For Future – movimento de greve climática estudantil às sextas-feiras, baseado no ativismo de Greta Thunberg, que pediu uma Earth Strike para a próxima sexta-feira, 27 de setembro. Sendo organizado, em diversos países, as manifestações procuram apelar às forças políticas para lutarem contra o aquecimento global.

“São melhores com o que tem acontecido para já”, confirmou Luís Cruz, um dos organizadores da Greve Climática em Braga, quanto às expetativas nacionais. O mesmo sublinha que a greve não se foca apenas na dimensão estudantil, sendo então “uma greve global em que alguns sindicatos aderiram, incluindo a FENPROF. Estamos a contar muito com a adesão dos professores”. Luís Cruz deixou claro o objetivo de atrair mais gente, esperando que venha a aderir o mesmo número de alunos da última Greve Climática.

Apesar da dimensão global, a manifestação planeada para esta sexta-feira procura ter um impacto a nível regional. O organizador declarou já terem havido conversas com Ricardo Rio, atual presidente da Câmara Municipal de Braga, quanto às preocupações existentes a nível ambiental. “O que aconteceu foi que, para todas as nossas preocupações, já havia uma solução. É verdade que existem os programas, só que nós não os consideramos ambiciosos ou que estão a ter um efeito virtualmente nenhum”. Uma das preocupações é a diminuição do afluxo de transportes individuais, e Luís Cruz alegou que a justificação de Ricardo Rio quanto à mesma foi que Braga era “desenhada para ter carros”.

O reforço de projetos mais audaciosos, não só a nível regional como a nível global, mostra ser dos principais pontos que a Greve Climática do dia 27 de setembro pretende. Contando com a ajuda de sindicatos, o objetivo fundamental é implementar medidas em Portugal para garantir, assim, a neutralidade de carbono até 2030.