A Greve Geral pelo Clima foi convocada mundialmente e contou com uma enorme adesão em muitos países, incluindo Portugal.

Por Braga, na Praça da República, centenas de jovens juntaram-se, ao final da tarde de sexta-feira, para reivindicar medidas políticas significativas que ajudem o ambiente. Com cânticos originais, discursos e cartazes personalizados, a multidão não tardou a aumentar ao longo do tempo e a juntar-se ao protesto pacífico. Simultaneamente, como foi criado um ambiente envolvente, as vozes em uníssono atraíram turistas curiosos e pessoas que queriam saber mais do que se tratava.

Entre muitos, um dos objetivos da greve é alertar o governo de que é necessário tomar medidas imediatas, eficazes e permanentes em prol do planeta, como a neutralidade do carbono até 2030. Com cânticos como “já estava a salvo se o clima fosse um banco” e “o lucro é mais poluente do que toda esta gente”, conclui-se que, para estes jovens, é extremamente importante que todo o sistema governamental considere cuidar do nosso planeta uma prioridade.

De crianças a estudantes universitários, todos se juntaram com um único fim. “O clima e o ambiente são assuntos que me interessam desde pequena e fico muito contente por ver mais pessoas a agir”, afirmou Ana Lavender, ex-estudante da Universidade do Minho.

Já Mário Veloso, estudante universitário de Cinema em Lisboa, confessou ao ComUM que “o ambiente tem sido um assunto muito falado em campanhas políticas nesta altura de eleições e, infelizmente, a ação que tenho visto é muito baixa.” O estudante deixa ainda o desejo que, “daqui para a frente, as coisas melhorem”.

Sofia Coelho/ComUM

Enquanto a manifestação se desenrolava pela tarde, foi possível encontrar a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, em campanha eleitoral no mesmo local que a greve decorria. A bloquista defendeu que “responder à emergência climática não é sacrificar o povo”. Porém, a presença da deputada pareceu ser um pouco irrelevante para os jovens em protesto que continuaram a marcha pelo centro da cidade. Para além do Bloco de Esquerda, também foi possível encontrar membros da CDU e do MAS.

A Greve Climática contou, assim, com os jovens sedentos de justiça, mas também com pessoas de outras faixas etárias igualmente preocupadas com o futuro da nossa “casa”, prontas para lutar pelo que acreditam.