Num debate acerca da sustentabilidade nas indústrias foram conhecidos os projetos desenvolvidos na UMinho que visam implementar políticas sustentáveis nas empresas.
O debate “A Sustentabilidade, o Desafio da Indústria” insere-se no programa das Jornadas de Engenharia Mecânica’19. As atividades tiveram início esta segunda-feira e a sustentabilidade foi tema no último dia. Na mesa redonda estiveram presentes dois investigadores e um professor e também investigador da Universidade do Minho. A professora Cândida Vilarinho foi a moderadora da sessão.
André Ribeiro, do Centro para a Valorização de Resíduos (CVR), afirma que as empresas estão cada vez mais “sensibilizadas” porque “são parte do problema”. No entanto, são também “parte interessada” em adotar alternativas mais sustentáveis, como é o exemplo das simbioses industriais. Através deste modelo, que consiste na partilha de água, energia e materiais entre as empresas dentro de parques industriais ecológicos, as empresas podem “beneficiar”. Segundo André Ribeiro, assim que as empresas adotarem este modelo, vão “tornar-se mais competitivas” e “gerar mais lucro”.
Por sua vez, Bruno Silva, do Pólo de Investigação em Engenharia de Polímeros (PIEP), mostrou a perspetiva dos centros de investigação. Acredita que “o conhecimento é a base” de todo o trabalho. As unidades de investigação e as interfaces podem “consolidar esse conhecimento científico”, sendo isto uma “mais valia” e um contributo para as indústrias. Finalizou dizendo que por um lado existem empresas que procuram o PIEP, mas por outro lado que também “têm de se dar a conhecer” a estas.
O professor Fernando Castro, do Waste 2 Value (W2V), demonstrou a possibilidade de aproveitar resíduos e de produzir peças com uma grande quantidade de matérias residuais na sua composição, através dos projetos que o centro desenvolve juntamente com outras universidades e municípios. Contudo, confessa que “há mais sensibilidade por parte das empresas do que das entidades do Estado”. As empresas “já têm o problema dentro de portas” por isso procuram formas de gerir os resíduos que produzem.
Quando questionado acerca da relação do W2V com a formação dos estudantes, respondeu que têm existido “várias atividade de colaboração”, assim como a realização de um mestrado na íntegra no centro. Fernando Castro deixou “o desafio” aos estudantes que se vão inscrever no mestrado a juntarem-se ao W2V, pois existe “desenvolvimento concreto” e podem “aplicar o conhecimento teórico do curso”.
Cândida Vilarinho, moderadora do debate, deu fim à sessão dizendo que a sustentabilidade era vista de forma “lateral”, ou seja, algo não tão importante. Ao longo dos anos tornou-se “fundamental” também na formação dos jovens estudantes.


