O reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, alerta para os gastos decorrentes da inserção de 121 trabalhadores no PREVPAP.

No Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP) vão ser inseridos 109 trabalhadores e 12 investigadores, resultando em custos adicionais para a Universidade do Minho na ordem dos dois milhões de euros. A quantia foi avançada durante a reunião do conselho geral desta segunda-feira pelo reitor da academia minhota.

Rui Vieira de Castro explica que a incorporação de trabalhadores, técnicos administrativos e de gestão irá rondar os 1.1 e os 1.3 milhões de euros em encargos financeiros adicionais. A integração de 12 investigadores que eram suportados inicialmente por verbas provenientes da Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai traduzir-se em mais 650 mil euros. Estes “terão de ser inevitavelmente suportados integralmente pela Universidade”, afirma.

“A concretização do PREVPAP na UMinho representará um adicional de cerca de dois milhões de euros”, dinheiro este que “se terá de ir buscar a outros lugares”, garante.

Há, ainda, a hipótese destes 12 investigadores serem suportados através de outros meios. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, salvaguardou que os custos adicionais que teriam de ser gastos com a admissão destes indivíduos seriam assegurados pelo estado. Rui Vieira de Castro encontra-se esperançoso perante esta eventualidade. Caso contrário, “o impacto disto na nossa vida vai ser fortíssimo”, assegura.

O facto de a universidade vir a ser incorporada por novos trabalhadores é uma chance que não pode ser “desperdiçada”, reconhece Rui Vieira de Castro. Porém, se a universidade não tiver ajuda do estado, esta vai ter de cancelar investimentos noutras áreas para que seja capaz de ter esta oportunidade.