A Universidade do Minho recebeu "A Europa Não É Um País Estrangeiro", a mais recente obra do economista e investigador José Tavares.

A academia minhota abriu lugar, na tarde de 30 de outubro, para a apresentação do livro “A Europa Não É Um País Estrangeiro”, escrito por José Tavares. Inserida no ciclo de seminários do Programa de Desenvolvimento de Competências Transversais “EEGenerating Skills”, a sessão foi promovida pela Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.

A eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais, também docente na academia, partilhou o palco com o autor da obra. Iniciou em tom de congratulação pelo livro e pelo processo de elaboração do mesmo, estimando que José Tavares recorreu “a vários pensadores para chegar às suas conclusões”. No auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, elogiou-se a pedagogia do texto que a docente disse “permitir ao leitor produzir as suas próprias conclusões” relativas à história, à atualidade e ao futuro da Europa.

Enunciando que todo o contexto europeu “vive uma crise de identidade”, Isabel Carvalhais defende que a Europa possui fortes relações com outros continentes, mas vive o contrário a nível interno. Refere que o “ego europeu” é uma possível causa dos nacionalismos exasperados que agora residem nas políticas do continente.

Recomenda que a União Europeia deve ser uma democracia direta e denota alguma preocupação com o “excesso de burocracias e incongruências internas”, ilustrando o exemplo da diminuição da pegada ecológica – uma prioridade da UE mas que colide com as necessidades energéticas de países como Chipre e Malta.

Após o ponto de vista da docente, foi a vez do autor se manifestar. Além de sublinhar a presença de vários pensadores na sua obra, destaca a ilusão de grandeza que se alastra na Europa. Sendo o “único continente no mundo que não tem limites claros”, José Tavares enfatiza que, em contraste com a América, a África e a Oceânia, “a Europa pode ser considerada uma península da Ásia”.

Atenta ainda na história europeia, que considera “por várias razões, muito rica e carregada”. Contudo, embora “apele à reflexão” o autor crê que a sua obra “leva também às ilusões de grandeza”.