De diferentes idades e estratos sociais, os convivas fruíram de uma noite em ambiente caseiro. Proporcionaram-se momentos de convívio aqueles que iriam viver o Natal de forma isolada.

A junta de freguesia de S. Victor promoveu e realizou, pela primeira vez, uma Ceia de Natal na noite da consoada, para os cidadãos sem retaguarda familiar. Esta primeira ceia reuniu 23 cidadãos de várias idades e diferentes estratos sociais.

O Natal é sinónimo de família e de convívio, mas há ainda muitos cidadãos que, por vários motivos, vivem a quadra sozinhos. Foi a pensar neles que a Junta de Freguesia de S. Victor organizou, pela primeira vez, em plena noite de consoada, uma Ceia de Natal Social.
Tal como o nome indica, o objetivo foi dar resposta ao isolamento social que muitos cidadãos da freguesia experienciam durante todo o ano e, especialmente, nesta quadra tão relacionada com a família.

Em declarações ao Correio do Minho, Ricardo Silva, presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, afirmou que “a ideia foi dar resposta ao isolamento social que muitos experienciam durante todo o ano, mas que nesta quadra ganha uma outra expressão. Neste jantar participaram pessoas com diferentes condições financeiras, pessoas com dependência e até estrangeiros que vivem sozinhos.”

As tradicionais iguarias de Natal não faltaram: desde o bacalhau aos doces típicos. A solidariedade estendeu-se não só à vasta equipa de voluntários que confecionaram as iguarias, como às dezenas de empresas que, de forma generosa, contribuíram também com vários produtos, refere Ricardo Silva.

“O jantar foi confecionado e servido por duas dezenas de voluntários que responderam com prontidão ao apelo solidário. De resto, foi tudo praticamente oferecido: as velas, as toalhas de mesa e até as sobremesas. A junta pagou somente o bacalhau.”, confessa o presidente da junta, agradecendo o apoio dado por várias associações que atuam no território da freguesia de S. Victor, assim como pastelarias e cafetarias.

A título de exemplo, a iPUM – Associação de Percussão Universitária do Minho ofereceu as entradas para esta Ceia de Natal Social. Ao mesmo tempo, a Associação de Apoio à Vítima, que se localiza na junta de freguesia local, ficou responsável pela confeção das sobremesas. “Esta ideia nasceu do conhecimento que temos da freguesia. Fazemos um acompanhamento de proximidade aos cidadãos e vamos sinalizando vários casos”, revela o autarca de S. Victor, sublinhando o papel ativo da Comissão Social da freguesia.

Ricardo Silva argumenta que o problema do isolamento social tem que entrar definitivamente na ordem do dia e, nesse sentido, caso se justifique, “daremos continuidade a esta iniciativa já em 2020. Já temos muitos pedidos nesse sentido”, remata.