Código 8, realizado por Jeff Chan, estreou a 6 de dezembro. Um filme agradável de assistir, que capta a atenção pelo suave guião de ficção científica e pelo ambiente cinematográfico.

Num mundo em que pessoas com poderes especiais existem, a eletricidade corre nas veias de Connor Reed (Robbie Amell). Desta forma, e desesperado para arranjar dinheiro para pagar os tratamentos da mãe, o rapaz junta-se a um grupo criminosos.

Código 8

De construtores de um país inteiro, valorizados pelos seus poderes especiais, elétricos, leitores de mentes e curadores, passam a ser controlados e abafados pelo Estado, que lhes proíbe o uso dos poderes. Connor, por não aguentar mais ver a mãe doente, e sem conseguir de forma honesta arranjar um trabalho, arrisca a vida e a própria segurança ao alinhar-se a Garrett. Com a ajuda do último, o jovem aprende a usar os poderes que sempre reprimiu e, juntos, trabalham em roubos de grandes quantias de dinheiro e droga, enquanto são perseguidos pela polícia.

Para além da história ser envolvente, Código 8 também ganha pelo elenco ótimo que reúne. Robbie Amell transmite perfeitamente a humanidade e o bom coração de Connor. A personagem é consistente, pois mesmo com as transformações que sofre ao longo do filme, nunca perde a bondade eminente que possui. Já Stephen Amell, que interpreta Garrett, mostra perfeitamente a aparência dura de um líder criminoso, porém também com um lado sensível.

Código 8

A cinematografia é um ponto bem trabalhado nesta obra. O uso de tons acinzentados e azulados, mesmo em momentos de dia, remete para um mundo ficcionado e sombrio, o que se correlaciona imediatamente com o crime, o drama e a ficção científica da longa-metragem. Os efeitos especiais também estão bem conseguidos.

Para além da fotografia, também a música é um aspeto muito atraente no trabalho. A banda sonora está, na sua maioria, repleta de instrumentais, que se adequam e intensificam as cenas. Esta opção acaba, neste caso, por dar mais força do que se tivessem optado por músicas com voz. O silêncio, por exemplo, em momentos de confronto entre duas personagens, confere ainda mais emoção às sequências.

Apesar do fraco desfecho, Código 8 conta, no geral, com um bom argumento, boa cinematografia e música. Sem esquecer ainda a prestação excelente dos primos Amell, duas peças bem pensadas para este jogo.