O projeto de conservação, valorização e promoção do Convento de São Francisco de Real corresponde a um investimento total de 2,5 milhões de euros.

Ainda que esteja sujeita “a procedimentos de administração pública e trâmites legais”, prevê-se que a empreitada tenha “um prazo de execução de dois anos”, segundo o vereador Miguel Bandeira. O projeto, aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte, engloba um investimento total de cerca de 2,5 milhões de euros. O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional assegura 850 mil euros e o município de Braga um investimento superior a 1,5 milhões de euros, recorrendo ao Banco Europeu de Investimento.

O processo de reabilitação resulta da parceria entre a autarquia, a Universidade do Minho, a Direção Regional de Cultura Norte e a Paróquia de Real. O vereador Miguel Bandeira explicou, em declarações à RUM, já que será também “dinamizado pela unidade de Arqueologia da UMinho, que terá o seu próprio programa, que contempla valências que vão desde a visita, à musealização do local, ou a uma área de investigação e ensino pós-graduado”.

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, referiu este financiamento como determinante “para a intervenção no imóvel”, em declarações ao Público. Para além disso, reconheceu que só será possível “graças a um grande empenho conjunto entre Autarquia e a Universidade do Minho, ao qual se juntou a Direção Regional de Cultura Norte (DRCN) e a Paróquia de Real”.

O vereador Miguel Bandeira admitiu que a intervenção resultará num novo núcleo atrativo do património de Braga. “A componente turística terá, obrigatoriamente, que ser objeto de escrutínio por parte das entidades financiadoras, perspetivando um domínio de um turismo qualificado, cultural”, acrescentou.

Por sua vez, o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, acredita que a reabilitação do Convento de S. Francisco “permitirá valorizar, ainda mais, os ativos patrimoniais constituídos pelo Mausoléu de S. Frutuoso e pela  Igreja de S. Francisco de Real”. Deste modo, é possível formalizar “um conjunto monumental com forte potencial cultural e turístico, suscetível de ser integrado em redes e itinerários regionais, nacionais e internacionais do património”. Além disso, refere o potencial para a “investigação e valorização do património de Braga.”

Prevê-se que o Convento de São Francisco abra as portas à população e funcione como um equipamento polivalente. Integrará a abertura do monumento à visitação interpretada, com circuito que inclui os dois primeiros pisos do convento, o mausoléu, a igreja e a sacristia; a construção de um Centro de Documentação nos domínios da arqueologia, arquitetura e história, que ocupará o terceiro piso do convento, acolhendo ainda uma biblioteca especializada e o núcleo de apoio ao Convento da unidade de arqueologia da UMinho que assegurará o serviço educativo e a produção atualizada de conteúdos para complementar o circuito de visita.