A União de Restaurantes de Braga de Apoio ao Covid (Urbac-19) enviou ao Governo uma proposta de manual de procedimentos para a reabertura do setor. Menus digitais, obrigatoriedade de dois metros de distância social e calçado descartável são algumas das medidas.

Em comunicado ao OMINHO, a Urbac-19 refere que “a lotação do restaurante deve ser reduzida em função do seu tamanho.” Bem como, “a distância entre as mesas não deve ser, nunca, inferior a 1,5 metros sendo que a distância recomendada seria de dois metros devido ao maior tempo de permanência habitual do cliente no restaurante.”

O mesmo se aplica às esplanadas. A Urbac-19 explica que “uma esplanada é uma extensão da sala de refeições, por isso, se estiver já delimitada e vedada, a organização das mesas será feita com a mesma distância das do interior”. Por sua vez, “se a esplanada estiver num local de passagem, nomeadamente em passeios, praças com movimento ou ruas, deve ser criada uma vedação com 1,80 metros.”

A proposta envolve ainda “menus de utilização única e descartáveis ou, em opção, afixados e visíveis a todos os clientes. Podem, também, ser usados menus digitais, desinfetados entre utilizações.” O manual sugere ademais a utilização, à entrada dos estabelecimentos, de um tapete desinfetante bactericida.

“Alternativamente, será facultada, gratuitamente, ao cliente uma sapatilha descartável – um “Propé” – seguindo as regras da DGS (Direção Geral de Saúde)”. Para além disso, serão disponibilizadas soluções antisséticas de base alcoólica para higienização das mãos.

Adiantam que “serão afixadas as medidas de higiene e utilização implementadas para gerar maior confiança ao cliente, o que pode passar por um certificado sanitário semelhante ao Clean & Safe fornecido pelas entidades do ramo.”

A Urbac-19 refere ainda que “o incumprimento destas normas deve ser alvo de coimas triplicando o valor atual na legislação ou, se for justificado, queremos que se determine o encerramento imediato por um período mínimo de 15 dias, não tendo o restaurante, neste período, nenhum tipo de apoio.”

Ao jornal i, Albino Fernandes, um dos membros da Urbac-19 defende que “a maioria das medidas que têm vindo a ser apresentadas não são praticáveis.” Exemplifica, “ter um trabalhador de um restaurante à porta para medir a temperatura é surreal. Além de não lhe competir fazer o trabalho das autoridades de saúde, é quase transformar um restaurante numa cantina”.

Manifesto pela Salvação dos Restaurantes

Na passada terça-feira, o movimento bracarense enviou ao Governo sete iniciativas de “salvação” das empresas e do emprego, referindo que “se estas medidas não forem aplicadas serão, sem dúvida, os sete pecados mortais para a Restauração em Portugal”:

1 – Lay-off adaptado, em que o governo deve assumir o pagamento integral dos salários durante o Estado de Emergência.

2 – Lay-off adaptado, após período do estado de emergência. Durante três meses, o governo deve assumir o pagamento de 50% dos salários, sendo considerado o período de retoma de confiança do consumidor.

3 – Contribuições à Segurança Social e IRS devem ficar isentos desde o corrente mês, e até que termine o período de estado de emergência, e não suspensas como é sugerido.

4 – Após o estado de emergência, durante um período de três meses, o governo deverá assumir uma isenção de 50% na Segurança Social e IRS.

5 – A banca deve suspender o pagamento de financiamentos em curso e permitir a todas as empresas aceder ao crédito mesmo que apresentem capitais próprios negativos.

6 – Isenção total de taxas e impostos das faturas de água/luz/gás, e suspensão sem penalização dos contratos de comunicações.

7 – Pagamento dos estímulos aprovados por parte do IEFP, Estágios Profissionais, Converte+, estímulo ao emprego.