O objetivo do projeto Famalicenses no Mundo é de conhecer e manter contacto com os cidadãos do município que se encontram espalhados pelo globo.

Numa cerimónia no Centro de Estudos Camilianos, o município de Famalicão reuniu, este sábado, mais de duas dezenas de famalicenses pelo mundo para celebrar o dia do emigrante. Esteve também presente o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, o vereador da Internacionalização, Augusto Lima, e um auditório repleto de familiares e amigos.

“A rede Famalicenses no Mundo transporta Famalicão além fronteiras, quem está fora passa a ser uma extensão do território e onde quer que esteja um famalicense, fala-se de Famalicão com orgulho”, salientou Sónia Guimarães, uma famalicense de Vale S. Cosme a trabalhar na China. A distância entre Famalicão e a China não a impediu de marcar presença na cerimónia através da plataforma online Zoom. “Mais uma vez a Câmara de Famalicão surpreende com uma iniciativa fantástica como esta, que promove a união entre quem está em Famalicão e quem está fora”, admite.

Nuno Correia, famalicense emigrado em Londres, partilhou, num testemunho presencial, a importância desta rede para os famalicenses que se encontram no estrangeiro. “Representa o reconhecimento da sua cidade por aqueles que estão fora”, afirma, sublinhando “o potencial desta rede que deve assentar nas parcerias que são benéficas para todos”.

A cerimónia ficou marcada pela entrega dos primeiros ID Cards aos emigrantes famalicenses presentes na iniciativa. O ID Card é um cartão de identificação que formaliza a pertença à rede Famalicenses no Mundo, constituindo um instrumento de dinamização e divulgação da rede.

Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão, referiu que, através da rede, “estamos a exportar Famalicão para o mundo”. “A Nação famalicense vai muito além do território e dos limites do concelho”, sublinha ainda.

O município de Famalicão desenvolve o projeto Famalicenses no Mundo como ramo da Agenda de Diplomacia Urbana e na Estratégia Municipal de Internacionalização. Estes cidadãos, “embora envolvidos na execução de projetos pessoais e profissionais nos locais que escolheram para viver e trabalhar, muitas vezes longínquos, não esquecem as suas origens e os fortes laços que os unem a Famalicão”, lê-se, no comunicado da autarquia.