Aumento de clientes foi concluído através de um inquérito enviado a cerca de 400 empresas do Alto Minho.

A Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) anunciou esta terça-feira, que o volume de clientes em 108 empresas de cinco concelhos fronteiriços do Alto Minho aumentou cerca de 20%. Tal aconteceu desde a reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha a 1 de julho.

Os dados constam das conclusões do inquérito sobre o impacto da reabertura das fronteiras no comércio, restauração e hotelaria das regiões raianas do Alto Minho. Através desse inquérito enviado a 400 empresas de Caminha, Melgaço, Monção, Valença e Vila Nova de Cerveira, o CEVAL obteve 108 respostas.

Na nota de imprensa, a CEVAL destaca que “quase metade dos empresários inquiridos afirmam que as vendas reduziram entre 40% e 60% face ao período homólogo do ano anterior”. O estudo revela, ainda, que 37,9% das empresas que retomaram a sua atividade antes da reabertura das fronteiras viram as suas expetativas decrescer durante este mês. O volume de clientes pouco aumentou, visto que foi de menos de 20%.

“Pela relação comercial com a Galiza, 42,6% das empresas inquiridas reiniciou a sua atividade aquando da reabertura das fronteiras, no dia 1 de julho”. Quando questionados sobre as vendas, “75,5% indica que as vendas ainda não estão em níveis pré-crise. Cerca de 70% afirmam que “podem precisar de mais de um ano para igualar os níveis de vendas que tinham antes da crise”.

Para minimizar o impacto da pandemia, os empresários inquiridos defenderam medidas como layoff, moratórias de créditos, apoios à tesouraria, diferimento de impostos e contribuições. Mencionaram a criação de um cartão de cidadão da Eurorregião (Norte de Portugal/Galiza) e uma campanha de promoção do território que estimule o turismo e atenue o sentimento de insegurança.

Segundo o CEVAL, o universo de empresas instaladas no Vale do Minho é de cerca de 700 estabelecimentos comerciais daqueles setores de atividade.