O valor resulta de um erro no levantamento topográfico e que a autarquia "não estava a contar" ter de desembolsar.
De acordo com a agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Braga (CMB), Ricardo Rio, afirmou que este “é um exemplo das muitas situações e vicissitudes” que o executivo vai “sendo confrontado”. Neste caso concreto, “trata-se de um proprietário de terrenos expropriados no acesso (do Nova Arcada) que considera que houve um erro no levantamento topográfico e que isso representa um acréscimo de mais 300 mil euros no que a câmara pagou para a execução daquela infraestrutura”, explicou o autarca.
Aos 300 mil euros soma-se ainda o pagamento de mais de 600 mil euros para utilização dos equipamentos montados no Mercado Municipal Temporário. Relembre-se que o Mercado Municipal Temporário de Braga vai continuar em funcionamento durante as obras de requalificação do mercado oficial.
A vereadora da CMB e responsável pela gestão do equipamento, Olga Pereira, havia já apontado que este era “mais um esforço do município para apoiar um setor importante da economia”. No entanto, segundo o PS, “o valor já pago pelos equipamentos já compensava ter sido comprado e não alugado”.
Para além disso, Artur Feio, líder do PS de Braga, questionou se “foi feito algum estudo de aquisição”. Isto porque “já lá vão dois milhões de euros em arrendamentos e a obra ainda não está para acabar”. Ricardo Rio, respondeu que “não foi equacionada” a compra dos equipamentos, visto que se previa a conclusão da obra no prazo de um ano. Iniciada em março de 2019, prevê-se agora a sua conclusão para o final do ano.
À RUM, o autarca acrescentou que o Mercado Municipal está “permanentemente lotado”. “Estão a faturar bem e a criar uma coisa fundamental que é um estado de vinculação afetiva entre as pessoas e o mercado. O que queremos é que este estado seja transportado para o novo mercado quando for reaberto”, adiantou.


